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CLUBES
DO MUNDO - POR ALEXANDRE SAMPEDRO |
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Brasil da Europa 08/11 |
Dessa
forma era conhecida a extinta Iugoslávia,
terra do Estrela Vermelha, conhecido também
como Crvena Zvezda. Reconhecidos por sua
habilidade singular na Europa, os iugoslavos
eram apelidados de "brasileiros europeus",
tamanho o talento de seus jogadores.
O
Estrela tem importante papel neste quadro,
já que foi berço e palco dos maiores nomes
do futebol iugoslavo, assim como conquistou
as grandes glórias internacionais para o
país. Depois de tantas guerras e divisões,
o futebol iugoslavo é um gigante adormecido.
Com o Estrela não é diferente.
Fundação O
Estrela Vermelha foi fundado em 4 de Março
de 1945. Fundado como Associação Atlética
Cultural Estrela Vermelha para Jovens, o
clube abrangia sete esportes: atletismo,
futebol, canoagem, basquete, volei, xadrez
e natação.
A utilização de uma estrela
vermelha era algo comum nos países socialistas,
já que a estrela era um dos símbolos da
sociedade e da cultura dos países soviéticos.
Naquele
mesmo 4 de março, houve a primeira partida
de futebol no clube. O Estrela enfrentou
Primeiro Batalhão da Segunda Brigada e venceu
por 3 a 2. Uma semana depois, o Estrela
voltou a campo para enfrentar um combinado
do Exército Inglês, e aplicou sua primeira
goleada: 12 a 0.
No ano de sua fundação,
o Estrela disputou 36 partidas, tendo vencido
30, empatado 5 e apenas uma derrota, contra
a Romênia, em 23 de Setembro.
Em
12 de Outubro de 1946, o Estrela Vermelha
absorveu um outro clube, o Estudantes, e
o número de esportes praticados aumentou.
Em 1948, buscando uma melhor organização,
cada modalidade se transformou em um clube,
e seu nome mudou para Sociedade Esportiva
Estrela Vermelha. Em 1949, todos os clubes
operavam separadamente, como entidades diferenciadas,
descentralizadas.
Pedaço do Brasil
na Europa A identificação com o futebol
brasileiro fica clara quando fala-se do
Estádio Estrela Vermelha. Inaugurado em
setembro de 1963, o estádio é conhecido
como Marakana, graças a sua capacidade inaugural
de 110 mil pessoas. Com as modernizações
e as leis de segurança da UEFA, hoje o estádio
pode receber 55 mil espectadores.
No
Marakana, o maior público registrado oficialmente
foi de 96 mil pessoas, em 23 de abril de
1975, para uma partida frente ao Ferencvaros,
pela extinta Recopa. Porém, acredita-se
que haviam 110 mil torcedores naquele dia,
ocupando todos os lugares possíveis do estádio.
Além
do Marakana, o Estrela tem outro fator que
o liga ao Brasil: excursões realizadas ao
país nas décadas de 50 e 60. Na primeira
delas, em 1951, o clube participou da famigerada
Copa Rio, enfrentando Juventus, Nice e Palmeiras.
Após a participação na Copa Rio, o Estrela
enfrentou o Santos. A excursão não foi das
mais felizes, já que o Estrela perdeu as
quatro partidas.
Em sua segunda excursão,
em 1955, o Estrela visitou outros países
tradicionais no continente, enfrentando
River Plate e Nacional, vencendo ambos.
No Brasil, enfrentou Inter, Grêmio, Corinthians
e Flamengo. A única vitória veio sobre os
paulistas.
Em sua terceira excursão,
entre 1961 e 62, o Estrela visitou a Argentina,
Uruguai, Colômbia e Chile, onde disputou
um torneio com Colo-Colo, Ferencvaros e
Botafogo, que tinha Garrincha e Didi. O
Estrela venceu os cariocas por 1 a 0, e
a vitória é lembrada até hoje no clube. |
A
glória Certamente, para um clube
que não pertence ao eixo central europeu,
conquistar títulos internacionais é uma
façanha histórica e marca eternamente.
Em
1991, o Estrela Vermelha alcançou as maiores
glórias que um clube pode almejar: a Liga
dos Campeões e o Mundial Interclubes |

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Porém,
não deve-se imaginar que este momento foi
obra do acaso. Em seu elenco, o Estrela
tinha nomes como Vladimir Jugovic, Sinisa
Mihajlovic, Robert Prosinecki, Darko Pancev
e Dejan Savicevic. Este último, um
verdadeiro gênio, de enorme habilidade e
visão.
Na Liga dos Campeões, o Estrela
passou por Grasshoppers (1a1 e 4a1),
Rangers (3a0 e 1a1), Dynamo Dresden (3a0
e 3a0) e Bayern Munique (2a1 e 2a2), para
chegar à grande final frente ao Olympique
Marseille. Na decisão, disputada no Estádio
San Nicola, na Itália, o título veio nos
pênaltis, com os jogadores do Estrela convertendo
as cinco penalidades, enquanto Manuel Amoros
desperdiçou pelas franceses.
Como
campeão da Liga dos Campeões, o Estrela
enfrentou, em dezembro daquele ano, o Colo-Colo,
no Estádio Nacional de Tóquio, pelo Mundial
Interclubes. Mesmo com uma expulsão infantil
de Savicevic ainda no primeiro tempo, o
Estrela venceu por 3 a 0, com Jugovic eleito
o melhor em campo.
Dissoluções
e decadência Ao mesmo passo que o
Estrela vivia seus sublimes momentos, a
Iugoslávia iniciou um doloroso ciclo de
dissolução. Em 1992, a República Socialista
Federal da Iugoslávia dissolveu-se, com
as independências de Croácia, Eslovênia,
Bósnia e Macedônia. Então, formou-se a República
Federal da Iugoslávia, com os países restantes,
Sérvia e Montenegro.
Em 2003, a Iugoslávia
teve seu nome alterado para Servia e Montenegro.
Este novo Estado durou apenas três anos,
quando, em 2006, um plebiscito decretou
a separação dos dois países. A separação
ocorreu em 21 de maio, e ambos declaram
sua independência no início de junho.
A
separação ocasionou uma curisosa situação:
Sérvia e Montenegro disputou a Copa do Mundo
de 2006 como uma única seleção, mas os países
já estavam separados. No elenco sérvio-montenegrino,
apenas dois jogadores eram nascidos em Montenegro:
o atacante Vucinic e o arqueiro Jevric.
Estas
separações enfraqueceram por demais o futebol
da extinta Iugoslávia. Hoje, poucos atletas
tem destaque. Para os brasileiros, Petkovic
é um velho conhecido, mas o grande nome
da história recente é Dejan Stankovic, hoje
na Internazionale.
O Estrela Vermelha
sofre com as dissoluções. Hoje, um grande
nome como Prosinecki não defenderia o clube
de Belgrado, já que ele nasceu no território
croata. As glórias vividas no início da
década passada estão cada vez mais distantes.
Porém, o Estrela Vermelha provou que é possível
apostar nos talentos locais para superar os
grandes clubes do continente |
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INFORMAÇÕES
DO CLUBE |
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Fudbalski
Klub Crvena Zvezda Apelido:
Os Heróis Localização: Belgrado,
Sérvia Fundação: 04/03/1945 Estádio:
Marakana Capacidade:
54,000 Presidente atual: Dragan
Stojkovic Patrocinador: Toyota Fornecedor de
material: Nike Internet:
Site
Oficial
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