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Hamilton 03/11
Racismo.
Uma
palavra
que,
há
décadas
atrás,
era
forte
e
impune.
O
preconceito
racial
na
América
e,
absurdamente,
na
África,
um
continente
negro,
através
do
regime
do
apartheid,
eram
tão
fortes
que
os
negros
mal
tinham
direitos.
Aos
poucos
foram
lutando
para
ganhar
espaço.
E
conseguiram.
O
maior
jogador
de
futebol
de
todos
os
tempos
é,
para
muitos,
negro.
O
maior
jogador
de
basquete
também.
O
maior
corredor
de
atletismo,
idem.
E,
hoje,
às
vésperas
dos
Estados
Unidos
da
América
elegerem
um
presidente
negro,
pela
primeira
vez
na
sua
história,
um
negro
consegue
outro
fato
inédito:
vencer
o
Campeonato
Mundial
de
Pilotos
da
Fórmula
1.
Lewis
Hamilton
agora
é
parte
da
história.
E
com
todos
os
méritos.
Apesar
dos
muitos
erros
que
comete,
natural,
afinal,
ainda
é
muito
jovem,
Hamilton
é
absurdamente
regular.
Procura
concluir
sempre
suas
corridas.
Vence
sempre
que
possível,
busca
o
segundo
lugar
mesmo
quando
está
longe
do
pódio...
e
é
um
piloto
habilidoso,
que
dribla
com
incrível
facilidade
Kimi
Raikkonen
e
Fernando
Alonso,
dois
campeões
mundiais.
Ontem
Hamilton
mostrou
sua
habilidade
no
momento
final.
Como
aquele
jogo
de
futebol
que
é
definido
no
último
minuto
ou
o
jogo
de
hóquei
decidido
no
último
segundo,
Hamilton
se
viu
em
sexto
lugar
enquanto
Felipe
Massa
havia
vencido
a
corrida.
O
brasileiro
ganharia
o
título.
Mas
na
última
curva,
o
inglês
mostrou
que
um
grande
piloto
é
aquele
que
consegue
uma
ultrapassagem
até
mesmo
na
última
curva.
Hamilton
passou
Glock,
assumiu
o
quinto
lugar
e
venceu
o
Campeonato
Mundial.
Interlagos
foi
o
que
quase
sempre
é.
Choveu.
Muitas
trocas
de
pneus.
E
uma
corrida
cheia
de
reviravoltas.
Por
trás
de
tudo
isso,
um
grande
prêmio
chato.
Felipe
Massa
venceu
de
ponta
a
ponta.
E
realmente
precisava
vencer.
Fernando
Alonso,
talvez
o
melhor
piloto
da
Fórmula
1,
foi
o
segundo.
E
Kimi
Raikkonen
o
terceiro.
Mas
a
câmera
esteve
todo
o
tempo
acompanhando
Lewis
Hamilton
e
mostrando,
nos
boxes,
a
apreensão
da
McLaren,
da
Ferrari
e
das
famílias
de
Hamilton
e
Massa.
Esperava-se
que
Hamilton
cometesse
erros,
o
que
não
aconteceu
em
momento
algum.
Enquanto
Massa
preocupou-se
em
manter
o
primeiro
lugar
e
vencer
a
corrida.
Era
o
que
o
brasileiro
precisava.
Mas
precisava
de
mais.
Precisava
que
Hamilton
errasse.
E
o
inglês
não
errou.
Não
foi
afobado,
como
é
costumeiramente.
Preocupou-se
apenas
em
manter
até
o
quinto-lugar.
Quando
foi
ultrapassado
por
um
talentosíssimo
Sebastian
Vettel,
correu
atrás
e
ultrapassou
Glock
para
conquistar
o
campeonato
mundial.
Interlagos
mostrou
que
Hamilton
tem,
também,
perícia.
O
inglês
evoluiu
muito
e
conquistou
seu
primeiro
título
de
maneira
incontestável.
Hoje
a
Fórmula
1
chama-se
Lewis
Hamilton.
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