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De
craque
a
coadjuvante 15/01
A
quantidade
de
jovens
que
surgem
todos
os
anos
é
enorme,
assim
como
é
alto
o
número
de
jogadores
que
deixam
o
país
após
um
primeiro
brilhareco
no
esporte.
Porém,
alguns
surgem
como
grandes
estrelas
para
o
futuro,
mas
nunca
chegam
a
corresponder
às
expectativas.
Este
é
o
caso
de
Adaílton
Martins
Bolzan.
O
início Adailton
surgiu
nas
categorias
de
base
do
Juventude
em
1994.
Com
apenas
dezessete
anos,
o
jovem
atacante
atuava
no
pequeno
clube
do
Rio
Grande
do
Sul
e
não
tinha
grandes
chances
de
demostrar
e
evoluir
seu
futebol.
No
clube
gaúcho,
foram
35
partidas
e
apenas
um
gol
marcado.
Pouco,
mas
suas
atuações
mostravam
que
o
garoto
tinha
potencial,
e
o
Guarani
o
contratou
em
1997.
O
Início
da
Glória No
clube
de
Campinas,
Adailton
participou
de
apenas
oito
partidas,
tendo
marcado
cinco
gols.
Sua
participação
do
Campeonato
Paulista
de
1997
foi
boa
o
suficiente
para
que
Adailton
fosse
convocado
por
Toninho
Barroso
para
o
Mundial
Sub-20
em
julho
daquele
ano,
disputado
na
Malásia.
O
Mundial
da
Glória O
Brasil
convocado
por
Barroso
tinha,
além
de
Adaílton,
jovens
valores
como
Helton
para
o
gol,
Paulo
Cesar
na
lateral
direita,
Athirson
e
Júnior
na
esquerda,
Pedrinho
e
Alex
como
meias
e
Fernandão
no
ataque.
Para
a
primeira
fase,
o
Brasil
foi
sorteado
com
Coréia
do
Sul,
África
do
Sul
e
França
no
Grupo
B.
A
estréia
brasileira
seria
contra
a
equipe
francesa
comandada
por
Gerard
Houlier,
com
futuros
grandes
nomes
do
país:
Sagnol,
Silvestre,
Gallas,
Luccin,
Anelka,
Trezeguet
e
Henry.
Ao
comparar
com
os
nomes
brasileiros,
é
de
se
imaginar
o
favoritismo
francês.
Porém,
a
lógica
não
se
aplica
as
torneios
envolvendo
jovens,
e
o
Brasil
venceu
por
3x0,
com
um
gol
de
Alex,
um
contra
de
Silvestre
e
um
de
Adailton.
O
confronto
seguinte
seria
contra
a
África
do
Sul,
e
o
atacante
brasileiro
mostrou
suas
credenciais
ao
marcar
os
dois
gols
da
vitória
brasileira
sobre
os
africanos,
que
tinham
em
Benny
McCarthy
seu
grande
nome.
Com
três
gols
em
dois
jogos,
Adailton
deixava
claro
que
lutaria
pela
artilharia.
Na
partida
seguinte,
o
troféu
de
goleador
pareceu
garantido.
Na
útlima
rodada
da
fase
de
grupos,
o
Brasil
teria
pela
frente
a
Coréia
do
Sul.
O
placar
consolidou
o
Brasil
como
um
dos
favoritos:
10x3,
com
dois
gols
de
Fernandão,
dois
de
Júnior
e
SEIS
de
Adailton.
Sim,
o
atacante
brasileiro
foi
às
redes
em
seis
oportunidades.
Neste
momento,
o
mundo
do
futebol
voltou
seus
olhos
ao
goleador
brasileiro..
A
classificação
brasileiro
para
as
oitavas-de-final
do
torneio
foi
garantida
com
tranquilidade,
e
o
próximo
adversário
seria
a
Bélgica.
Mais
uma
vez,
o
placar
impressionou:
10x0,
com
três
de
Alex,
dois
de
Álvaro
e
Roni
e
um
de
Eder,
Junior
e
Adailton.
Quando
o
Brasil
parecia
imbatível,
a
trajetória
foi
interrompida
pela
Argentina
nas
quartas-de-final.
A
equipe,
campeã
da
edição
anterior
do
torneio
comandada
por
Jose
Pekerman, tinha
nomes
como
Leo
Franco,
Samuel,
Cambiasso,
Scaloni,
Placente,
Romeo,
Aimar
e
Riquelme.
Além
dos
nomes
argentinos,
que
acabariam
por
conquistar
novamente
a
competição,
e
dos
franceses
já
citados,
o
Mundial
Sub-20
de
1997
revelou
nomes
como
Jamie
Carragher,
Kieron
Dyer,
Michael
Owen,
Damien
Duff,
Miguel
Angulo
e
Nicolas
Oliveira,
considerado
como
melhor
jogador
do
torneio.
A
derrota
frente
aos
argentinos
por
2x0
acabou
por
atrasar
a
transferência
de
alguns
dos
principais
nomes da
equipe
brasileira
para
o
exterior
ou
até
mesmo
a
impossitar,
como
foi
o
caso
de
Pedrinho.
Adailton,
por
outro
lado,
foi
o
artilheiro
do
Mundial
Sub-20
com
10
gols
em
cinco
jogos
e
imediatemente
negociado
com
o
Parma.
Vida
após
o
Mundial As
atuações
de
Adailton
no
Mundial
chamaram
a
atenção
de
clubes
europeus,
e
a
enorme
quantidade
de
gols
marcados
na
competição
algo
incomum.
Adailton
retornou
ao
Brasil
apenas
para
fazer
as
malas,
pois
o
Parma
adquiriu
seus
direitos
ao
final
do
Mundial.
No
entanto,
o
Parma
estava
no
auge
da
gestão
Parmalat
e
mantinha
grandes
nomes
do
elenco.
Muito
jovem
e
sem
grande
experiência,
Adailton
esteve
em
campo
apenas
onze
vezes,
tendo
marcado
dois
gols.
Para
adquirir
mair
experiência
e
evoluir
em
seu
futebol,
o
Parma
emprestou
Adailton
ao
PSG
para
a
temporada
1998/99.
Na
Ligue
1,
Adailton
esteve
em
19
partidas,
e
o
número
de
gols
se
repetiu,
apenas
dois.
Vínculo
Italiano Sua
passagem
pelo
PSG
foi
tenebrosa,
e
a
crítica
italiana,
assim
como
a
brasileira,
passou
a
ver
Adailton
como
apenas
mais
um
possível
talento
não
confirmado.
Ao
retornar
ao
Parma,
Adailton
foi
negociado
com
o
Verona.
Em
Verona,
Adailton
viveu
os
melhores
momentos
de
sua
carreira
após
o
Mundial.
Foram
sete
temporadas,
de
1999
à
2006.
Nos
três
anos
que
o
cube
esteve
na
Série
A,
de
99
à
2002,
Adailton
marcou
12
gols
em
49
partidas.
Na
Série
B,
de
2002
à
2006,
foram
114
jogos
e
38
gols.
Adailton
em
2007 O
ano
de
2007
começou
mal
para
o
Verona
de
Adailton.
Com
uma
campanha
terrível,
o
tradicional
clube
acabou
rebaixado
à
Série
C
e
os
principais
nomes
do
elenco
teriam
de
ser
negociados.
Com
Adaílton
não
foi
diferente,
e
o
atacante
brasileiro
transferiu-se
para
o
Bologna,
outro
tradicional
clube
italiano.
Até
o
final
do
ano,
foram
17
partidas
com
5
gols
marcados.
Dez
anos
depois
do
Mundial
na
Malásia,
Adailton
ainda
espera
o
momento
de
sua
afirmação.
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