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Corrida
do Ouro 13/08
A cada quatro anos, com a
disputa do futebol masculino
nas Olimpíadas, ouvimos o velho
tabu: a medalha de ouro é a
única conquista que a Seleção
Brasileira não obteve em toda
sua história.
Apesar
de não ser novo, o tema é abordado
com grande freqüência e há sempre
uma enorme pressão para que
a equipe nacional alcance o
topo do pódio olímpico. Neste
ano, além da habitual pressão,
há toda a desconfiança (muito
justificada, aliás) em torno
do trabalho e competência do
técnico Dunga e, para além disso,
ocorreram (e ainda ocorrem)
problemas com a liberação de
atletas acima e abaixo da idade
limite de 23 anos (Schalke 04
e Werder Bremen recusam-se a
liberar Rafinha e Diego, respectivmente,
jogadores abaixo do limite de
idade. Robinho foi convocado,
mas o Real Madrid exerceu seu
direito de não liberar um atleta
acima da idade limite).
Alheio
às questões extra-campo, bem
como ao falho planejamento,
aos inexistentes adversários
e as controvérsias nos convocados,
esta coluna irá explorar o que
fez Dunga nos treinamentos e
jogos amistosos, e qual seria
a medida tática ideal para a
Seleção Brasileira em Pequim.
Os
convocados Goleiros:
1 - Diego Alves (Almería), 12
- Renan (Internacional) Laterais:
2 - Rafinha (Schalke 04), 6
- Marcelo (Real Madrid), 13
- Ilsinho (Shakthar) Zagueiros:
3 - Alex Silva (São Paulo);
4 - Thiago Silva (Porto), 14
- Breno (Bayern Munique) Meio-campo:
5 - Hernanes (São Paulo), 7
- Anderson (Manchester United),
8 - Lucas (Liverpool), 11 -
Ramires (Cruzeiro), 15 - Diego
(Werder Bremen), 16 - Thiago
Neves (Fluminense) Ataque:
9 - Alexandre Pato (Milan),
10 - Ronaldinho Gaúcho (Milan),
17 - Rafael Sóbis (Bétis), 18
- Jô (Manchester City)
O
Brasil de Dunga
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O Brasil fez
treinamentos em
Singapura com uma
equipe com três
zagueiros, mas Dunga
optou pelo tradicional
4-4-2 para o amistoso
frente a Cingapura.
A
mesma escolha tática
vale para os três
jogos do Brasil
durante a primeira
fase dos Jogos,
alternando pouco
os nomes por contusão
ou posível suspensão.
Legenda:
Renan (12); Rafinha (02),
Alex Silva (03), Thiago
Silva
(04) e Marcelo (06);
Hernanes (05), Lucas
(08), Anderson (7)
e Diego (15), Alexandre
Pato (09) e Ronaldinho
(10)
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Em campo, Dunga escala o
Brasil em um 4-4-2 tradicional.
O setor defensivo é formado
com Alex Silva e Thiago Silva,
com Rafinha e Marcelo ocupando
as laterais. Hernanes e Lucas
executam as funções de volantes
de contensão, dando suporte
aos meias Anderson e Diego.
No ataque, Ronaldinho e Pato
ocupam as vagas.
Um esquema
seguro e constumeiro, mas que
não explora as virtudes fundamentais
de seu meio campo. Hernanes
e Lucas não são volantes de
marcação unicamente e não são
combativos na proteção aos zagueiros.
A qualidade de ambos está no
passe e movimentação, e o excesso
de leveza deixa a zaga desguarnecida
com o avanço constante dos laterais.
No
setor ofensivo, Ronaldinho,
Diego e Anderson são atletas
de função e posicionamento semelhantes,
com estilo de jogo centralizado.
Ronaldinho, neste ponto, é mas
flexível por sua facilidade
em abrir pelas laterais. Porém,
o alto congestimento central
causado pelos três jogadores
pode tornar os ataques previsíveis
e de fácil anulação.
Como
os adversários não ofereceram
qualquer resistência, a análise
acaba prejudicada. A facilidade
encontrada nas jogadas construídas
é muito mais pela ruindade dos
adversários do que por
méritos dos brasileiros, algo
comum em amistosos e confrontos
deste nível.
O
Brasil ideal
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As alterações
para o time considerado
ideal começam na
ecalação do arqueiro:
Diego Alves esteve
em alta em sua primeira
temporada na Europa.
No pequeno Almería,
Diego Alves chamou
a atenção com belas
atuações e uma longa
seqüência sem sofrer
gols. Com uma experiência
internacional melhor
e com um potencial
enorme, Diego Alves
deveria ser a opção
mais segura para
a meta brasileira.
Legenda:
Diego (01); Rafinha
(02), Breno (03),
Thiago Silva (04)
e Marcelo (06);
Ramires (05), Lucas
(08), Hernanes (11),
Anderson (10) e
Ronaldinho (07);
Alexandre Pato (09)
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Na defesa, a alteração seria
de Alex Silva por Breno, por
questões técnicas. Fisicamente,
Alex é útil por sua altura,
mas sua constante insegurança
contrasta com a frieza de Breno.
A outra alteração seria no meio
de campo, com a saída de Diego
e a entrada de Ramires.
Essa
substitutição justifica-se pelo
estilo de jogo a ser implantado.
O 4-4-2 dá lugar a uma variante
do 4-5-1, com Ramires como volante
fixo. Lucas e Hernanes atuariam
à frente do cruzeirense para
cobrir as alas e criar mais
opções para a saída de
bola, bem como uma maior possibilidade
de recuperação nas intermediárias.
Além disso, os três estão habituados
com funções defensivas, dando
assim mais segurança à retaguarda.
Anderson,
habituado a esta função, poderia
trocar de posição com um dos
dois para surpreender o adversário
com a movimentação. Nas jogadas
ofensivas, Anderson ocupa o
lado oposto ao de Ronaldinho
e aproxima-se de Pato. No momento
de defender, Anderson ajuda
a compor a linha de marcação
central, pressionando os volantes
adversários.
Ronaldinho,
neste esquema, recebe toda a
liberdade possível para criar.
Seu posicionamento original
seria como de um segundo atacante,
próximo de Pato pelo centro.
Porém, o novo reforço do Milan
ocuparia os espaços livres e
receberia a liberação para atacar
pelas pontas ou pelo meio.
Pato,
como centroavante isolado, dependeria
de lances esporádicos para conseguir
sucesso. Com Hernanes, Lucas,
Anderson e Ronaldinho cercando-o,
além do avanço dos laterais,
Pato teria condições de marcar
gols sem ficar preso entre os
zagueiros adversários.
Alterações:
A depender do adversário, o
atacante Jô poderia ser utilizado
na vaga de Hernanes. Assim,
Lucas ficaria mais preso no
setor defensivo ao lado de Ramires,
enquanto Anderson, Pato e Ronaldinho
atum na linha ofensiva, utilizando
a boa estatura e lances de pivô
com Jô. A movimentação do trio
é a principal fonte de sucesso
deste esquema alternativo.
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