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Liverpool
- Grande elenco, grande confusão 01/11
O Liverpool foi, seguramente,
um dos clubes que melhor soube
movimentar-se no mercado de
transferências. Apesar de contar
com uma base que havia chego
à duas finais de Liga dos Campeões
em três anos, estava claro que
a falta de opções para o técnico
Rafa Benítez havia eliminado
as chances de conquista da Premier
League no mesmo período.
Para
encontrar a profundidade necessária
para superar rivais claramente
superiores como eram Manchester
United e Chelsea, os Reds buscaram
Fernando Torres, Andriy Voronin,
Yossi Benayoun, Ryan Babel e
Lucas. Com as contratações,
que ultrapassaram os 45 milhões
de libras, Benítez teria em
mãos um elenco melhor em relação
aos anos anteriores de sua gestão,
e poderia aplicar melhor soluções
táticas para cada adversário,
testar variações e gerar um
nível de imprevisibilidade que
atuaria a seu favor.
Porém,
até o presente momento, o Liverpool
não engrenou. Rafa Benítez gosta
de rotacionar seu elenco continuamente,
estratégia que deixa os jogadores
menos cansados ao longo da temporada,
mas que prejudica em termos
de entrosamento e identidade.
Arsenal e Manchester United
dispararam na ponta da tabela,
e alcançá-los dependerá agora
de uma rápida resposta do Liverpool.
As
opções de Benítez Esta
freqüente alteração em seu time
torna quase impossível definir
quais são os jogadores considerados
titulares para Benítez, até
porque isso depende de qual
opção tática o técnico espanhol
adotará. Até o momento, a equipe
tem atuado com sua linha defensiva
que foi comum na última temporada:
Reina; Finnan, Carragher, Agger
(Hyypia) e Riise. O lateral
norueguês funciona como um ala,
enquanto o irlandês Finnan raramente
sobe ao ataque, fechando os
espaços defensivos.
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A
grande dúvida de Benítez está
no meio campo. Mascherano parece
intocável primeiro volante
e Gerrard é, inegavelmente,
dono do time. Porém, Benítez
ainda busca a melhor formação
para os jogadores ofensivos.
Se o capitão Gerrard é uma escolha
certa, sua posição ainda gera
confusão. Claramente, seu melhor
rendimento é como box-to-box,
atuando centralizado, recuando
para dar fluência ao time na
saída de bola e indo ao ataque
para lançar, passar
e finalizar.
Legenda:
Reina (25); Riise (06),
Agger (5), Carrager
(23), Finnan (3);
Mascherano (20),
Alonso (14) e Gerrard
(8); Kuyt (18),
Voronin (10) e Torres
(09)
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Em algumas partidas, no
entanto, Benítez preferiu escalar
Momo Sissoko ao lado de Mascherano,
deixando Gerrard adiantado,
com três atacantes: Fernando
Torres no comando do ataque,
com Voronin e Kuyt abertos nas
pontas.
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Esta formação
prejudica a criação dos Reds,
já que Sissoko e Mascherano
não tem uma grande qualidade
no passe e Gerrard tem de atuar
de costas para a meta adversária,
deixando de obter vantagem de
seus fortes remates. O retorno
de Xabi Alonso, lesionado, deve
aumentar ainda mais a indecisão
de Benítez. Vale lembrar ainda
que Lucas, ex-Grêmio, executa
a mesma função do inglês e do
espanhol.
Legenda:
Reina (25); Riise (06),
Agger (5), Carrager
(23), Finnan (3);
Mascherano (20),
Sissoko (22)
e Gerrard (8); Kuyt (18),
Voronin (10) e Torres
(09)
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Se as opções
na região central do gramado
sobram, o mesmo não ocorre com
os companheiros de ataque de
Fernando Torres, claramente
único com status de titular
no setor ofensivo. Se o ucraniano
Voronin justificou sua contratação
com boas exibições no início
da temporada, o holandês Babbel,
jovem promissor, ainda não teve
oportunidades para desenvolver
melhor seu talento. O israelense
Benayoun, que comprovou ter
sido uma boa aposta, tem atuado
improvisado como um ala pela
esquerda, a posição mais carente
do elenco atual dos Reds.
Como
poderia melhorar Primeiramente,
o brasileiro Fábio Aurélio,
homem de confiança de Benítez
desde os tempos que dirigia
o Valencia, poderia ser utilizado
na lateral esquerda, com Riise
deslocado para a ala esquerda
do ataque. No centro, Mascherano,
Xabi Alonso e Gerrard seriam
os titulares, com Lucas exercendo
qualquer um dos papéis de criação
como reserva.
Com Riise
na esquerda, o holandês Babbel
deveria ser efetivado na direita,
uma vez que seu potencial técnico
é muito maior que o de Voronin.
Assim, Fernando Torres ficaria
no comando do ataque, com as
aproximações de Babbel, Riise
e Gerrard, com Alonso ditando
o ritmo ao lado do capitão.
Essa opção por Riise daria ao
técnico Benítez uma maior quantidade
de jogadas pelo lado esquerdo,
com tabelas entre o norueguês
e Fábio Aurélio. Na direita,
Babbel contaria com a ajuda
de Xabi Alonso, que por sua
vez teria a compania de Gerrard
nas jogadas centrais. O capitão,
como box-to-box tradicional,
ocupa os espaços vazios e cria
a partir disso.
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Para
substituir durante uma partida,
Benítez teria à sua disposição
Sissoko, que dá um maior poder
de marcação, Lucas, que ajudaria
a dar fluência, Benayoun e Voronin,
que tem como principal característica
a velocidade e Peter Crouch
e Kuyt para o comando do ataque.
Crouch ainda possiblita um melhor
aproveitamento do jogo aéreo.
Legenda:
Reina (25); Fábio
Aurélio (12), Agger
(5), Carrager (23),
Finnan (3); Mascherano
(20), Riise (6),
Alonso (14) e Gerrard
(8); Babbel (19)
e Torres (09)
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Para
salvar a temporada Estas
instabilidades táticas geraram,
além da campanha irregular na
Premier League, uma condição
difícil na atual Liga dos Campeões,
com apenas um ponto após três
partidas. Se a campanha na principal
competição européia salvou os
Reds nas últimas temporadas,
o vexame de ser eliminado na
fase de grupos com o atual elenco
deve levantar sérias questões
sobre o trabalho de Benítez.
A
opção por adiantar Riise é uma
solução plausível diante do
elenco atual, mas Fábio Aurélio
vive à voltas com problemas
físicos. O Liverpool precisa
voltar ao mercado e buscar com
pontualidade o jogador que falta
em seu plantel. E, acima de
tudo, Rafa Benítez precisa encontrar
logo a melhor forma de sua equipe
jogar.
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