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11 - KOBE
BRYANT - Basquete
- Estados Unidos
da América Sim,
o Redeem Team dos
Estados Unidos foi
marcante. Mas não
vamos pensar nele
agora... primeiro
vamos falar sobre
Kobe Bryant, esse
ala-armador sensacional
dos Los Angeles
Lakers que briga
pelo título de melhor
jogador do mundo
na atualidade. Mas
também não vamos
falar sobre o jogador
de basquete Kobe
Bryant agora. Por
quê? Porque isso
é assunto para o
Redeem Team. O Kobe
que está nesta posição,
a última do Topetudo,
é o homem, o fã,
o torcedor Kobe
Bryant. Foi divertido
brincar de Onde
Está Wally? com
o ala-armador. Decisão
do futebol masculino?
Lá estava Bryant.
Do futebol feminino?
Bryant! Michael
Phelps nadando pelo
oitavo ouro? Kobe
foi lá ver. E o
show da ginasta
Shawn Johnson? Sim,
Kobe estava assistindo!
O astro da NBA mostrou
que não estava em
Pequim só pelo basquete,
mas também para
curtir o evento
Jogos Olímpicos,
o que é muito legal
da parte de um atleta
milionário que,
para muitos, só
se importava em
ganhar suas cifras
na NBA.
10
- STEPHANIE RICE
- Natação - Austrália Eu
poderia chamá-la
de Michael Phelps
de Maiô, mas hoje
em dia os homens
usam maiôs na natação.
Também poderia chamá-la
de Michael Phelps
com Seios, mas essas
mulheres nadadoras
mal têm seios! Bem,
então vamos chamá-la
de Stephanie Rice
apenas. Revelada
nos Jogos da Comunidade
Britânica em 2006,
com duas medalhas
de ouro nas provas
de 200 e 400 metros
medley, Rice chegou
a Pequim após a
"decepção"
do Campeonato Mundial,
onde tirou apenas
dois bronzes — também
nos 200 e 400 metros
medley. Desta forma,
Rice diminuiu a
pressão que teria
naturalmente sobre
seus largos ombros.
Sem muito alarde,
a australiana superou
a zimbabuana Kirsty
Coventry e a estadunidense
Natalie Coughlin,
favoritas, e conquistou
os ouros em suas
provas favoritas:
200 e 400 metros
medley. De quebra,
Rice levou ouro
também no revezamento
4x200m medley e
saiu de Pequim como
uma das musas do
evento, graças a
seu belo sorriso.
Na Olimpíada da
consagração de Phelps,
Rice foi a revelação
das piscinas.
9
- TRANSMISSÕES DE
TELEVISÃO As
madrugadas ficaram
preenchidas de esporte.
Para muitos telespectadores,
pode parecer algum
ruim. Mas para as
emissoras de TV,
abertas ou pagas,
acaba sendo grande
negócio: as madrugadas,
naturalmente, têm
programações alternativas
e/ou reprises. Desta
forma, todos os
eventos podem ser
acompanhados sem
que as emissoras
precisem sacrificar
seus programas costumeiros,
como novelas, programas
de variedades, telejornalismo
e afins. O outro
ponto é o fato da
China ser um país
de cultura exótica
e, por sua política,
naturalmente fechado.
A Olimpíada abriu
as portas do país
para que possa ser
explorado pelas
emissoras de TV
do mundo inteiro.
O que vimos foi
um show de transmissões
alternativas, tratando
de tudo: desde a
culinária até a
política chinesa.
Uma oportunidade
para conhecer um
pouco mais do povo
e da história de
um país que contribuiu
para o mundo com
muito mais que frago
em xadrez para delivery.
8
- PROTESTOS HUMANITÁRIOS O
revezamento da tocha
olímpica viu uma
série absurda de
protestos de ativistas
políticos pela libertação
do Tibet, região
autônoma incorporada
à China. Não deu
em nada, óbvio.
Mas, caso continuassem,
os protestos poderiam
se confundir com
os próprios jogos.
Já pensou, ouve-se
o tiro de largada
para 100m rasos
e entra na pista
algum louco segurando
faixa FREE TIBET?
O governo chinês
pôde controlar com
habilidade qualquer
protesto, de modo
que eles praticamente
sumiram durante
a realização das
provas. No final
das contas, os protestos
foram completamente
esquecidos. Coisa
que era comentada
praticalmente integralmente
durante o revezamento
da tocha foi completamente
abafada na realização
do evento principal,
desde a abertura
à cerimônia de encerramento.
E agora eu quero
ver quem vai ser
macho de ir protestar
pela liberação do
Tibet, sem presença
de câmera de TV
para se defender
depois.
7
- SAMUEL KAMAU WANSIRU
- Atletismo/Maratona
- Quênia Quando
o queniano Paul
Tergat e outros
atletas de renome
boicotaram os jogos
pelas dificuldades
de correr uma maratona
sob o forte sol
de Pequim agradavo
pelo excesso poluição
da cidade, uma polêmica
estava criada. A
maratona sempre
foi a prova preferida
do Comitê Olímpico
Internacional, uma
espécie de símbolo
dos jogos, e por
isso mesmo sempre
ficou escalada para
o último dia. Os
obstáculos naturais
de Pequim colocaram
uma dose extra de
atenção sobre a
maratona desta edição.
O calor e a poluição
realmente dificultaram
a prova, obrigando
muita gente, inclusive
aos brasileiros
Frank Caldeira e
Marílson dos Santos
a abandonarem no
meio do caminho.
Mas o queniano Samuel
Wansiru honrou a
tradição de seu
país e seguiu até
o fim. Foi o medalha
de ouro com direito
a novo recorde.
6
- YELENA ISINBAYEVA
- Atletismo/Salto
com vara - Rússia Ela
chegou a Pequim
com duas missões.
A primeira seria
manter sua hegemonia
mundial no salto
com vara. A segunda
seria quebrar mais
um recorde mundial
do esporte - recorde
que, claro, pertencia
a ela mesma. Com
seus grandes olhos
azuis, Isinbayeva
cumpriu tudo que
se esperava dela.
Manteve seu título
olímpico e levou
ouro no salto com
vara. E saltando
a 5,05m, quebrou
mais uma vez o recorde
mundial — seu 24º.
Também mandou todas
as suas adversárias
se calarem e saiu
dos Jogos como uma
das musas do evento.
5
- NINHO DE PÁSSARO
E CUBO D'ÁGUA Um
dos pontos que mais
impressionou e marcou
os jogos foram as
belas obras construídas
em prol do evento.
Delas, as principais
foram, sem dúvida,
o Ninho de Pássaro,
apelido carinhoso
dado ao Estádio
Nacional de Pequim,
construído para
as competições de
atletismo, e o Centro
Nacional de Desportos
Aquáticos de Pequim,
mais conhecido como
Cubo D'Água. O primeiro
possui vigas metálicas
que lembram as palhas
que formam os ninhos
das aves, vindo
daí sua alcunha.
O segundo é feito
de bolhas de plástico
translúcidas que
dão, do lado de
dentro, a sensação
de se estar debaixo
d'água. À noite
as bolhas são acesas,
deixando a obra
ainda mais bonita.
Foram nessas duas
construções que
vimos em ação os
dois grandes nomes
dos Jogos: Usain
Bolt, do atletismo,
e Michael Phelps,
da natação.
4
- QUADRO DE MEDALHAS Havia
um prognóstico de
que a China lideraria
o quadro de medalhas
por uma medalha
de ouro — em Atenas
a China já havia
ficado atrás por
apenas quatro medalhas.
A China cumpriu
o prognóstico e
o superou. Não foi
apenas uma, mas
15 medalhas de ouro
de vantagem sobre
o grande rival,
os Estados Unidos
da América, muito
embora, na contagem
geral, os chineses
tenham tido uma
desvantagem de dez
medalhas. A terceira
colocação foi mantida
pelos russos, como
era de se esperar.
O que muita gente
não esperava era
o crescimento da
Grã-Bretanha, sede
dos próximos jogos.
A Ilha Britânica
deu um salto do
décimo para o quarto
lugar, anunciando
que virá forte para
a competição em
2012. Fora isso,
o quadro de medalhas
não mudou muito.
Os dez países líderes
apenas se revezaram
em posições de 2004
para 2008. Mas a
briga entre China
e Estados Unidos
foi, sem dúvida,
uma das grandes
diversões desta
edição.
3
- REDEEM TEAM -
Basquete - Estados
Unidos da América
A Seleção Estadunidense
foi exatamente isso
que o seu apelido
sugeria: um time
de redenção. Uma
máquina de jogar
o melhor basquetebol
do mundo, como o
mundo se acostumou
a vê-los. Velozes,
criativos, inventinos,
geniais. Não é nem
um esporte. É quase
um balé ou uma ginástica
artística com uma
bola na mão. Tanto
que os torcedores
adversários chegavam
a ficar em dúvida
se torciam contra
ou a favor dos Estados
Unidos. Se lamentavam
ou comemoravam cada
enterrada de Dwayne
Wade — que, por
si só, já davam
vontade de cair
na gargalhada de
felicidade por estar
presenciando algo
tão bonito. Jason
Kidd era o capitão,
mas a grande estrela
do time era Kobe
Bryant. E seus coadjuvantes,
Carmelo Anthony
e LeBron James.
E os adversários?
Meros sacos de pancadas.
Só mesmo a Espanha,
que na final conseguiu
emparelhar os Estados
Unidos, e mesmo
assim perder por
uma diferença de
11 pontos. Isso
é basquete. O resto?
Nem sei o que é.
2
- USAIN BOLT - Atletismo/Corrida
- Jamaica Sem
dúvidas, Tyson Gay
e Asafa Powell são
dois dos maiores
corredores de todos
os tempos. E quando
um corredor supera
esses dois homens
sem grandes dificuldades,
a ponto de olhar
para os lados e
esnobar o fato de
ninguém acompanhá-lo?
Esse homem é o quê?
Bom, isso não podemos
responder. Mas podemos
responder quem é
esse homem: Usain
Bolt. O corredor
jamaicano saiu de
Pequim com três
ouros: 100 metros
e 200 metros rasos,
as provas mais rápidas
do atletismo, e
no revezamento 4x100m.
E podemos afirmar
com segurança: nunca
se viu numa pista
um corredor tão
veloz. Bolt fez
Carl Lewis parecer
uma tartaruga com
reumatismo. Impressionava
não só sua velocidade,
mas a facilidade
com que ele a desenvolvia.
De tão rápido, o
jamaicano nem se
preocupou em curvar
a cabeça na chegada
para aumentar seu
recorde. E o melhor:
não estava nem aí
para isso. Para
Bolt valia mais
divertir-se e tirar
onda com os adversários.
Bolt trouxe a diversão
de volta ao atletismo.
E a trouxe com uma
velocidade de 9,69
segundos por 100
metros!
1
- MICHAEL PHELPS
- Natação - Estados
Unidos da América E
quem mais seria?
Ora... era óbvio,
mas não poderia
ser diferente. Phelps
foi a cara desses
Jogos Olímpicos.
Com seis medalhas
de ouro em Atenas,
o nadador manteve
sua meta de quebrar
o recorde de sete
ouros de Mark Spitz
em Munique 1972.
E todo o mundo estava
assistindo. O mais
interessante é que
em momento algum
se viu xonofobia,
sentimento anti-estadunidense
ou torcida contra
Phelps. A mídia
internacional inteira
tinha mais interesse
em assistir, com
os próprios olhos,
ao melhor nadador
de todos os tempos
escrever a história,
tornando-se o maior
medalhista de ouro
da história: tanto
no geral (14 medalhas
de ouro somando
Atenas e Pequim)
quanto numa única
edição (os oito
ouros prometidos
e cumpridos). E
quem achava que
seria balela...
basta lembrar das
emocionantes disputas
de Phelps com a
Seleção Australiana
no Revezamento 4x100m
medley e contra
o sérvio Milorad
Cavic nos 100m borboleta.
Phelps tornou-se
o maior nome de
Pequim. E da história
dos jogos.
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