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11 - Evaristo
de Macêdo - Atacante
- Brasil A
lista começa com
um brasileiro que
enfrentou um sério
problema chamado
concorrência. Profissional
entre o final da
década de 1950 e
início dos anos
1960, Evaristo teve
poucas chances na
Seleção devido a
alguns nomes que
tomavam parte do
escrete canarinho:
Pelé, Didi, Vavá,
Zito, Pepe, Dida,
Amarildo, Jair da
Costa, Coutinho,
Garrincha. Dessa
forma, Evaristo
foi convocado apenas
14 vezes e marcou
oito gols - desses,
cinco foram numa
única partida, contra
o Peru, goleada
brasileira por 9-0.
A despeito de não
ser dos preferidos
da Seleção Brasileira,
Evaristo provou
que teve mais valor
que muita gente
que vestiu a camisa
amarela: mandou-se
para Espanha onde
foi, somente, ídolo
no Barcelona e,
em seguida, no Real
Madrid, ao lado
de nomes como Di
Stéfano e Puskas.
Não é todo jogador
que chega à Espanha,
consegue jogar pelos
dois principais
clubes (e rivais)
do país. E o estranho
disso tudo é que
esse talento de
Evaristo no exterior
é o que parecia
distanciá-lo da
Seleção. Ele estava
longe, não era acompanhado
pelos treinadores.
Hoje em dia seria
justamente o inverso.
Vai entender...
Treinador com uma
carreira prolífica
(e um tanto quanto
louca), Evaristo
disputou a Copa
do Mundo de 1986
como técnico pelo
Iraque.
10
- Massimo Bonini
- Volante - San
Marino Parece
capricho. Bonini
poderia, tranqüilamente,
ter defendido a
Seleção Italiana
e, quem sabe, ter
disputado e ter
vencido a Copa do
Mundo de 1982. Pelo
juvenil, chegou
a atuar pela Itália.
Mas não quis vestir
a camisa da Azzurra
como profissional.
Ao invés disso,
preferia defender
seu "país"
de origem: aquele
bairro que atende
pelo nome de San
Marino e que é mais
conhecido no Brasil
pelo autódromo de
Ímola, onde morreu
Ayrton Senna. Em
sua carreira clubística,
passando por equipes
menores da Itália,
teve seu auge na
poderosa Juventus
da década de 80.
Com a Vecchia Signora,
conquistou três
Campeonatos Italianos,
uma Copa da Itália,
uma Supercopa da
Itália, uma Copa
dos Campeões da
UEFA (famosa pela
Tragédia de Heysel)
e uma extinta Copa
dos Vencedores de
Copa. Teve um total
de 192 jogos com
a Juve e marcou
cinco gols. É considerado
não apenas o melhor
jogador de futebol
da história de San
Marino (o que não
seria difícil, já
que disputa o posto
com guardas de trânsito
e açougueiros),
mas também o melhor
atleta do principado.
Não fosse louco
e tivesse assumido
essa postura romântica,
certamente o jovem
Bonini brilharia
também com a gloriosa
camisa azul italiana.
9
- Dixie Dean - Centroavante
- Inglaterra Talvez
o melhor jogador
inglês de todos
os tempos, Dixie
é do tempo que nem
número nas costas
das camisas se usava:
sua carreira cobriu
de 1923 a 1939.
Desse período, disputou
16 partidas pela
Seleção Inglesa,
entre 1927 e 1932.
E marcou 18 gols,
a melhor média da
história da Seleção.
OK, pouco número
para se tirar idéia
a respeito do cidadão.
Então, vamos nos
basear por sua marca
no Everton FC: 349
gols em 399 jogos.
Dean até hoje é
reconhecido como
o maior goleador
da história do país
inventor do futebol
moderno e foi prejudicado
por questões políticas.
Em atividade a tempo
de disputar as Copas
de 1930, 1934 e
1938, o atacante
não as jogou por
um simples motivo:
a Inglaterra boicotava
a Copa do Mundo
por se achar superior
aos demais países.
Julgava que era
a única praticante
de futebol de verdade
e que o único torneio
internacional que
tinha relevância
era o Campeonato
Britânico, disputado
entre eles, o País
de Gales, a Escócia
e a Irlanda do Norte.
Uma pena. Certamente,
o mundo inteiro
teria se encantando
com um goleador
que, seguramente,
teria feito alguma
diferença nas primeiras
Copas do Mundo.
8
- Ian Rush - Atacante
- País de Gales Sofrendo
do mesmo problema
que um compatriota
seu que aparecerá
mais à frente, Rush
foi o grande nome
do Liverpool dos
anos 80 e 90. Para
ter idéia de sua
importância no clube
vermelho, Rush precedeu
John Barnes na capitania
da equipe e foi
seu líder na conquista
de cinco Campeonatos
Ingleses, três FA
Cups e duas Copa
dos Campeões da
UEFA, estando presente
também na fatídica
Tragédia de Heysel.
Formou uma dupla
explosiva com o
escocês Kenny Dalglish,
que não aparece
nesta lista por
ter a sorte de ter
vivido numa época
em que seu país
se destacou e conseguiu
jogar três Copas
do Mundo consecutivas.
No caminho oposto
de Dalglish, Rush
bem que tentou.
Por 16 anos, defendeu
78 vezes a Seleção
do País de Gales.
Mas o segundo maior
goleador da história
da FA Cup - e maior
goleador da mesma
no Século XX - não
foi capaz de pegar
uma Seleção patética
e transformá-la,
no mínimo, em algo
semelhante à Escócia
de Dalglish. Fato
que nunca manchou
seu nome com a gloriosa
camisa vermelha
do Liverpool.
7
- Bernd Schuster
- Meio-campo - Alemanha Pode
chegar para qualquer
torcedor do Barcelona
que tiver vivido
e assistido o clube
nos anos 80 e perguntar
quem foi o grande
nome de sua história.
"Bernd Schuster!",
seguramente será
a resposta. Esse
meio-campo que era
a cara do futebol
alemão, eficiente
e forte, chegou
a defender a Seleção
Alemã entre 1980
e 1984, depois de
ter passado pelas
equipes Sub18 e
Sub21. Disputou,
e venceu, o Euro
80 com a poderosa
Alemanha. Mas acabou
ficando de fora
da Copa do Mundo
de 1982 e deixou
o time aos 24 anos
de idade. Por quê?
Ora... gênio forte.
Schuster vivia em
desentendimentos
com a Associação
Alemã de Futebol,
com o treinador
Jupp Derwall e com
a estrela Paul Breitner.
O que é uma pena.
Fosse uma pessoa
mais equilibrada,
sem dúvida Schuster
não só disputaria
três finais de Copa
do Mundo como venceria
uma delas - 1990
- junto com outros
nomes fundamentais
ao futebol alemão
- ou, quem sabe,
teria feito a diferença
em 1982 (em 86 seria
impossível, pois
havia Maradona).
Muito se chegou
a cogitar Schuster
na Copa de 1994,
até mesmo com apelo
da mídia, pelo belo
papel que vinha
desempenhando no
Bayer Leverkusen.
Acabou não acontecendo
e um dos melhores
jogadores alemães
nunca disputou o
torneio que seu
país sempre jogou
tão bem.
6
- Alberto Spencer
- Atacante - Equador Se
desconsiderarmos
Brasil, Argentina
e Uruguai, que são
países top na história
do futebol mundial
com centenas de
jogadores de nível
europeu, temos em
Alberto Spencer,
seguramente, o melhor
jogador da história
do futebol sul-americano.
Ou talvez Spencer
merecesse ser desqualificados
desse quesito e
colocado no panteão
superior dos brasileiros,
argentinos e uruguaios...
afinal de contas,
esse equatoriano
era tão bom de bola,
tão bom de bola
que, depois de defender
por tantas vezes
em vão seu país
de origem, jogou
pela Seleção Uruguaia.
O motivo dessa honra
é que, depois de
ser revelado e despontar
pelo Everest Guayaquil,
Spencer juntou-se
ao Peñarol. Em 510
partidas, marcou
326 gols, venceu
três Copas Libertadores
e tornou-se o maior
goleador da história
do torneio, num
recorde de 54 gols
que perdura até
os dias atuais.
Se nunca jogou Copa
do Mundo pela Seleção
Equatoriana, Spencer
chegou bem perto
de disputar o Mundial
de 66 pelo Uruguai.
Acabou não jogando
a Copa e essa injustiça,
por aqui, ficou
sem solução.
5
- Gunnar Nordahl
- Atacante - Suécia Sabe
o cara que nasce
no lugar errado
e na época mais
errada ainda? Bom,
esse é o caso de
Gunnar Nordahl,
um dos maiores jogadores
suecos de todos
os tempos, ao lado
de Nils Liedholm
e Gunnar Gren. E
o mais curioso é
que esses dois,
companheiros de
Nordhal no sensacional
time do Milan dos
anos 40 e 50, jogaram
a Copa do Mundo
de 1958 pela Suécia.
Nordahl não. O motivo?
Dez anos antes,
com apenas 27 anos
de idade, Nordahl
se retirou da Seleção
Sueca após o título
olímpico. Seus números
pela seleção das
Três Coroas assusta:
43 gols em 33 jogos.
Assusta, mas não
deveria. Nordahl
era assim mesmo,
atacante perfeito,
capaz de tirar gols
de onde menos se
imagina. Em seus
257 jogos pelo Milan,
de 1949 a 1956,
marcou 210 gols;
nada que impressione
mais que seus 93
gols em 95 jogos
pelo Norrköping
da Suécia, ou seus
68 gols em 41 jogos
pelo Hörnefors,
também de seu país
de origem. Mas Nordahl
escolheu a época
errada para defender
a Seleção Sueca.
O fez diante de
uma era sem Copas
do Mundo, em uma
década vazia para
o futebol. Quem
sabe tivesse esperado
mais dez anos, a
situação de seu
país em 1958, que
teve apenas duas
das Três Coroas
suecas que encantaram
no Milan, tivesse
sido diferente.
Mas ao menos ele
deixou sua nação
com aquela medalha
de ouro com todo
o charme do amadorismo.
Em 1970, Thomas
Nordahl, seu filho,
disputou a Copa
do Mundo, colocando
o merecido sobrenome
na história dos
Mundiais.
4
- Eric Cantoná -
Atacante - França Uma
coisa é você ter
o azar de conviver
com uma Seleção
incapaz de qualificar-se
a uma Copa do Mundo,
mesmo sendo um craque
de nível mundial.
Outra é você jogar
num país com uma
grande Seleção,
tradicional, cheia
de jogadores acimas
da média... e mesmo
assim falhar em
disputar a Copa
do Mundo. Certamente,
isso é frustrante.
E essa foi uma frustração
que Eric Cantoná
viveu durante os
14 anos de sua carreira.
Revalado pelo Auxerre,
Cantoná certamente
teria feito muito
mais pelo Olympique
Marseille caso fosse
um jogador equilibrado.
Seu descontrole
emocional contrastava
de forma absurda
com sua habilidade
implacável, e Cantoná
acabava pulando
de clube em clube,
talvez numa tentativa
de colocar a cabeça
no lugar. Mesmo
louco, estabeleceu-se
muito bem no Manchester
United - afinal,
sanidade nunca foi
um dos princípios
básicos em Old Trafford.
No United, Cantoná
foi um sucesso completo:
144 jogos e 64 gols.
E na Seleção Francesa
jogava ao lado de...
(respira fundo...)
... Didier Deschamps,
Emmanuel Petit,
Laurent Blanc, Jean-Pierre
Papin... timaço.
Timaço que não fez
absolutamente nada
no Euro 1992, não
disputou o Euro
1996 por uma punição
após agredir com
um chute um torcedor
na Inglaterra, mas,
o pior de tudo...
falhou em classificar-se
às Copas de 1990
e 1994. Na última,
então, perdeu a
vaga para a Suíça,
após, nas eliminatórias,
precisando de um
empate em dois jogos,
perder de virada
para a própria e
para Israel (!).
Aposentou-se antes
da Copa de 1998
- onde, sem dúvida,
corrigiria esta
sua falha em não
disputar Mundiais.
3
- George Weah -
Atacante - Libéria De
craque internacional
a candidado à presidência
federal, George
Weah pode assumir
e orgulhar-se de
sua posição como
maior jogador africano
de todos os tempos.
Para quem olha hoje
em dia e vê Samuel
Eto'o ou Didier
Drogba, considerando-os
fenômenos, não imagina
quem foi Weah, capaz
de cruzar um campo
inteiro com bola
dominada até chegar
ao gol. Suas honras
vão de três vezes
Jogador Africano
do Ano a Melhor
do Mundo pela FIFA
e da Europa pela
France Football,
passando por Melhor
Jogador Africano
do Século XX. Pena
que o atacante não
teve a mesma sorte
de Roger Milla ou
Nwankwo Kanu, que
jogaram por Seleções
com elencos mais
completos como Camarões
e Nigéria. Enquanto
brilhava com a camisa
do Paris Saint-Germain
e do AC Milan, Weah
teve que dividir
essas atenções com
a fraquíssima Seleção
da Libéria, um dos
países africanos
que vivia situação
mais complicada
dentro do continente
e sem suas relações
internacionais.
O atacante jogou
por seu país por
14 anos, e ao longo
do período não viu
sombra de Copa do
Mundo e teve a oportunidade
de disputar apenas
duas Copas Africanas
de Nações, com resultado
pouquíssimo satisfatório.
É o típico caso
de jogador tão bom
que a Seleção torna-se
apenas um detalhe
e, quando falamos
em Weah, quase nunca
lembramos que ele
não teve a oportunidade
de jogar um Mundial.
Certamente, a grandeza
de seu nome torna-se
maior que a Copa
do Mundo por si
só.
2
- Ryan Giggs - Meio-campo/Ponta-esquerda/Atacante
- País de Gales Típico
jogador que ganhou
tudo em termos de
clube. Campeonato
Nacional, Copa,
Copa de Liga, Supercopa
(no caso, Escudo
Comunitário), Liga
dos Campeões, Mundial
de Clubes... ao
longo desses anos
e de suas conquistas,
Ryan Giggs foi assumindo
a cara do Manchester
United. O garoto
nasceu em 29 de
novembro de 1973.
No mesmo dia, no
ano de 1987, quando
completava 14 anos,
Giggs recebeu uma
ilustre visita em
sua casa: Sir Alex
Ferguson. Ele tinha
interesse no jovem
alto e magro que
o Manchester City
havia dispensado.
Começava a história
de Giggs e dos Red
Devils, que já dura
21 anos, sendo 18
como profissional.
No total, Giggs
tem mais de 750
jogos com a camisa
vermelha, assinalando
100 gols para o
time. Seu estilo
de jogo lembra craques
como Falcão ou Platini,
de corpo esguio
e cabeça levantada.
Realiza passes perfeitos,
tem uma grande habilidade
em cabecear, cruzar
e bater faltas e,
apesar de sempre
preferir fazer o
mais simples (craques
não devem ser chegados
em firulas), sabe
usar o drible com
perfeição quando
necessário. Resumindo,
Giggs é um jogador
quase completo.
"Quase",
por um único detalhe:
nasceu num país
remoto chamado Gales,
cuja última vez
presente em Copas
do Mundo fora em
1958. Giggs defendeu
a Seleção de Gales
de 1991 a 2007,
16 anos de dedicação
que foram incapazes
de levar seu pequeno
país a um Mundial
ou Campeonato Europeu.
Ah, tivesse nascido
inglês...
1
- George Best -
Ponta - Irlanda
do Norte Seguramente,
um dos cinco maiores
jogadores de todo
tempo, ao lado de
Pelé, Diego Maradona,
Johann Cruyff e
Ferenc Puskas. O
jovem de cabelos
compridos e barba
que era conhecido
por "Quinto
Beatle" inovou
o futebol dentro
de campo e fora
dele, carimbando
a figura do jogador
transgressor, chegado
em álcool, mulheres
e jogatina. Enquanto
fazia a alegria
dos tablóides fora
de campo, Best respondia
dentro dele. Best
foi descoberto ao
estilo Manchester
United: jovem, impressionava
por sua habilidade
e, através de um
olheiro, o treinador,
à época o lendário
Matt Busby, autorizou
a contratação -
como manda o figurino
de um clube participativo
como o Manchester
United. Subiu ao
profissional com
17 anos de idade.
Aos 20 experimentou
o auge de sua carreira,
o furor da imprensa
e a exposição de
sua vida pública.
Entrou na dança
e passou a fazer
parte da vida de
jogador de futebol
e estrela da cultura
pop. Seu estilo
de jogo era muito
rápido e agressivo,
além de um tanto
quanto impulsivo.
Best se notabilizou
por suas arrancadas
e isso ajudou o
Manchester United
a conquistar Campeonatos
Nacionais, Copa
dos Campeões e Mundial
Interclubes. Essas
características
ajudavam a Irlanda
do Norte também.
Mas num elenco limitadíssimo,
não havia o que
Best pudesse fazer
para levar a Irlanda
do Norte a uma Copa
do Mundo, ainda
mais com um torneio
limitado a 16 Seleções.
E olha que Best
se esforçava MUITO.
A cena de Best marcando
a saída de bola
de Gordon Banks
em jogo contra a
Inglaterra tornou-se
antologica e chega
a assumir o posto
de maior feito da
Seleção Norte-Irlandesa
(?). É um desperdício
um sujeito desses
numa Seleção desse
nível.
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