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11 - Lev Yashin
- Goleiro - União
Soviética Para
muitos, o melhor
goleiro de todos
os tempos. Com seu
uniforme completamente
negro e 1,89m de
altura, Yashin se
tormava ainda maior
debaixo da trave
e era capaz de proezas
surpreendentes.
Tanto que foi o
único goleiro, até
hoje, a ganhar a
Bola de Ouro de
melhor jogador da
temporada européia,
e foi eleito pela
FIFA como o goleiro
da Seleção do Século.
À frente de sua
Seleção, ganhou
títulos importantes,
como o ouro olímpico
de 1956 e a EuroCopa
de 1960. Disputou
quatro Copas do
Mundo - 1958, 1962,
1966 e 1970. Mas,
profissionalmente,
a União Soviética
não era a Seleção
mais forte. O mais
longe que Yashin
conseguiu avançar
junto com seu time
foi à semi-final
em 1966, eliminada
pela Alemanha Ocidental.
Faleceu em 1990,
aos 60 anos, um
ano antes de seu
país também deixar
de existir.
10
- Paolo Maldini
- Zagueiro/lateral
esquerdo - Itália Talvez
o mais injustiçado
dessa lista. Jogou
quatro Copas do
Mundo, 1990, 1994,
1998 e 2002, chegando
a uma semi-final
e uma final. Quando
decidiu, por si
só, aposentar-se
da Seleção, seu
país conquista um
Mundial. É uma pena.
Maldini é o melhor
zagueiro do mundo
desde Franco Baresi.
Filho do também
zagueiro Cesare
Maldini (que também
não teve o prazer
de vencer uma Copa),
Paolo conquistou
sete Campeonatos
Italianos e cinco
Ligas dos Campeões
à frente do AC Milan,
onde, nem parou,
e já teve seu número,
#3, devidamente
aposentado. A camisa
de Maldini só voltará
a ser usada no clube
rossonero caso Christian
ou Daniel Maldini,
seus filhos, cheguem
ao elenco profissional
do clube. Que tenham
mais sorte que avô
e pai e, futuramente,
caso tornem-se profissionais,
possam vencer Mundiais.
9
- Just Fontaine
- Centroavante -
França Um
goleador sem igual,
com média de 1,4
gols pela Seleção
Francesa e 2,1 gols
em Copas do Mundo.
Na verdade, foi
só uma. A de 1958.
Mas foram seis jogos
e a surpreendente
marca de 13 gols.
O azar de Fontaine
foi de, naquele
Mundial, encarar
na semi-final justamente
a Seleção Brasileira
de Pelé, Garrincha,
Didi, Vavá, Zagallo,
Nílton Santos, Gilmar...
a França não deu
para o cheiro e
tomou uma considerável
goleada de 5x2.
Mas Fontaine deixou
o dele. E não voltou
a jogar Copas do
Mundo, pois em 1962
teve de aposentar-se
devido a uma contusão
irreversível. Mas
para se ter idéia
da moral do cidadão,
foi eleito pela
Federação Francesa
de Futebol o melhor
jogador da França
dos últimos 50 anos.
Na frente de muita
gente boa. Platini
e Zidane são só
alguns exemplos.
8
- Karl-Heinz Rummenigge
- Atacante - Alemanha
Ocidental Que
infelicidade! Esse
grande atacante
alemão, foi bem
superior a nomes
como Rudi Völler,
Jürgen Klinsmann
ou Andreas Möller,
campeões em 1990.
Mas Rummenigge não
teve a mesma sorte.
Disputou duas finais
de Copa do Mundo,
em 1982 e 1986,
e, em ambas, teve
o azar de ter de
enfrentar gente
ainda mais forte,
como Paolo Rossi,
Marco Tardelli ou
Diego Maradona.
Caiu por terra sua
chance de ser Campeão
Mundial. Seu valor
pode ser provado
por conquistas como
a EuroCopa de 1980,
duas Copas dos Campeões
da UEFA com o Bayern
de Munique, além
de ter sido eleito,
por duas vezes,
o melhor jogador
europeu. Faltou
a cereja no bolo.
7
- Zico - Meio-campo
- Brasil Arthur
Antunes Coimbra
não representa apenas
a si mesmo. Incluso
nesta lista, Zico
traz consigo nomes
como Sócrates, Falcão,
Toninho Cerezo e
Júnior, membros
da Seleção Brasileira
de 1982. No meio
do caminho havia
um Paolo Rossi.
E no meio de um
Dino Zoff, não havia
caminho. Este atacante
e este goleiro italianos,
unidos com a trave
que defendiam, impediram
a progressão brasileira
naquela Copa do
Mundo. E Zico ficou
pelo caminho. Mas
o Galinho de Quintino
disputou mais dois
Mundiais. Em 1978,
na Argentina, ficou
em terceiro lugar,
batendo justamente,
que ironia, a Itália.
Em 1986, seu azar
foi encontrar com
dois outros gigantes.
Michel Platini e
Joël Bats. O Brasil
caiu diante da França.
Mas também não adiantaria
muito passar por
eles... seria impossível
bater Maradona mais
a frente.
6
- Roberto Baggio
- Atacante - Itália Atacante
incontestável com
passagem pelos três
grandes clubes italianos
- Juventus, Milan
e Internazionale.
Brilhou em duas
Copas do Mundo.
Em 1990, em casa,
alcançou às semi-finais.
Teve o mesmo problema
de Rummenigge ao
deparar com Maradona.
E o sonho acabou
ali. Já em 1994,
os problemas foram
dobrados. No campo,
havia a determinação
de todo um time
unido em cerca de
seus problemas,
com um atacante
no auge - Romário.
E em seu próprio
corpo, uma contusão
que o impedia de
jogar em 100% de
sua forma. Essa
mesma contusão o
fez errar um pênalti,
coisa que nunca
tinha acontecido
em seus nove anos
de carreira. Ao
isolar a bola na
quinta cobrança
italiana, Baggio
deu o tetracampeonato
ao Brasil e ficou
com uma pesada marca
negativa sobre seus
ombros. Esteve presente
também em 1998,
e, novamente nos
pênaltis, a Itália
caiu diante da França.
Melhor jogador europeu
e do mundo em 1993,
Baggio não voltou
a disputar Copas
do Mundo.
5
- Eusébio - Atacante
- Portugal Esqueçam
Figo e Cristiano
Ronaldo. O melhor
jogador luso de
todos os tempos
foi Eusébio, craque
dos anos 60 que
levou o Benfica
a duas Copas dos
Campeões e 11 campeonatos
portugueses. De
praxe, conquistou
Bola de Ouro, em
1965. Mas Portugal
nunca foi das Seleções
mais fortes - tanto
que até hoje só
disputou quatro
Copas do Mundo.
A primeira delas
foi em 1966, quando
Eusébio não tomou
conhecimento da
Seleção Brasileira,
Bi-Campeã do Mundo,
e com dois gols
mandou os canarinhos
pra casa. Nas quartas-de-final,
marcou quatro gols
em 32 minutos e,
de virada, mandou
embora a Coréia
do Norte, que havia
eliminado a Itália
e chegou a estar
vencendo Portugal
por 3x0. Deixou
seu gol na semi-final.
Mas foi aos 37 do
segundo tempo, e
a Inglaterra já
estava vencendo
por dois gols de
diferença. Portugal
só voltou a disputar
outra Copa do Mundo
em 1986. Eusébio
não jogava mais.
4
- Michel Platini
- Meio-campo - França Só
um jogador conseguiu
a Bola de Ouro por
três anos consecutivos:
Michel François
Platini. Jogador
completo que defendeu
a Seleção Francesa
como jogador por
nove anos. Conseguiu
vencer uma EuroCopa,
em 1984. Mas, em
três Copas do Mundo
disputadas, nunca
chegou a disputar
uma final. Em 1978,
caiu num grupo com
Argentina, dona
da casa, e Itália.
A Seleção Francesa
ainda não era forte
o bastante. A força
que faltou em 78
havia nas Copas
seguintes, porém
o problema foi outro:
a Alemanha Ocidental,
Bi-Vice-campeã do
Mundo que eliminou
os franceses nas
semi-finais em 1982
e em 1986. Os Bleus
ficaram, respectivamente,
em quarto e terceiro
lugares. Como treinador
da Seleção, entre
1988 e 1992, falhou
em classificar seu
país para a Copa
do Mundo da Itália.
Hoje, preside a
UEFA.
3
- Nils Liedholm
- Meio-campo - Suécia Justiça
seja feita... a
Suécia nunca foi
uma das Seleções
mais fortes do mundo.
Mas em 1958 tinha
Gunnar Gren, jogava
a Copa do Mundo
em casa e, especialmente,
tinha Nils Liedholm.
Personagem da nossa
seção "Lenda",
Liedholm foi ídolo
no Milan, onde teria
jogado dois anos
sem errar um passe
sequer, e venceu
o Torneio Olímpico
de Futebol nos Jogos
de Londres em 1948.
Copa do Mundo, disputou
apenas aquela já
citada, de 1958,
em casa. Em seu
caminho rumo à final,
derrotou os sempres
difíceis Soviéticos
nas quartas e a
atual campeã Alemanha
Ocidental na semi.
Mas, na finalíssima,
conheceu o mesmo
peso que a França
de Fontaine: enfrentou
o Brasil de Pelé,
Didi, Vavá, Garrincha
e Zagallo. E, aos
quatro minutos,
ele próprio, Liedholm,
marcou o primeiro
gol do jogo. A dor
estava por vir:
a Seleção Brasileira
virou o jogo, venceu
por 5x2 e tornou-se
Campeã do Mundo
pela primeira vez.
Liedholm já tinha
35 anos, aquela
foi sua primeira
e única Copa do
Mundo.
2
- Ferenc Puskás
- Atacante - Hungria O
que dizer de um
jogador que em 529
jogos disputados
por clubes marcou
589 gols? E que
na sua Seleção Nacional,
assinalou 84 tentos
em 85 partidas?
Puskás era um jogador
brilhante, líder
de dois esquadrões
igualmente brilhantes:
o Real Madrid pentacampeão
europeu de Alfredo
Di Stéfano, Francisco
Gento, Raymond Kopa,
Héctor Rial e José
Santamaria; e a
Seleção Húngara
de Nándor Hidegkuti,
Zoltán Czibor e
Sándor Kocsis. Ah,
aquela Hungria...
primeira Seleção
a derrotar a Seleção
Inglesa em pleno
Estádio Wembley
- massacrando-a
por 6x3. Campeã
Olímpica de 1952.
Invicta por quatro
anos, entre 1950
e 1954, totalizando
33 jogos. Chegou
à Suíça como favorita
absoluta - e Puskás
era o craque deste
time. Derrotou a
Alemanha Ocidental
por 8-3 na primeira
fase, com quatro
gols de Kocsis.
Claro que Puskás
deixou o seu. Marcou
também dois contra
a Coréia do Sul.
Foi poupado da Batalha
de Berna, jogo infernal
contra a Seleção
Brasileira vencida
pelos Húngaros por
4x2 - com dois de
Kocsis - e da semi-final
contra os atuais
campeões uruguaios,
vencida na prorrogação
também por 4x2 -
com mais dois de
Kocsis. Sem dúvida,
Kocsis foi o craque
daquela Copa, artilheiro
com 11 gols. Mas
Puskás era o craque
da Seleção e seu
capitão. E justamente
por isso foi poupado
de quartas e semi-final.
Era certeza que
a Hungria chegaria
na final, e Puskás,
que estava sendo
caçado em campo,
precisava chegar
lá inteiro. Chegou.
Em campo novamente,
abriu a contagem
para a Hungria.
Czibor ampliou.
Os Húngaros estavam
na rota para golear
a Alemanha novamente.
Mas algo estranho
aconteceu. A invencibilidade
de quatro anos e
33 jogos se foi
quando a Alemanha
virou o jogo e conquistou
a Copa do Mundo.
E Puskás ficou sem
troféu. Ele jogou
mais uma Copa, em
1962, pela Espanha.
Mas essa nem levo
em consideração...
1
- Johan Cruyff -
Meio-campo - Holanda O
óbvio primeiro lugar.
Cruyff era meia-armador,
mas não se encaixa
em rótulos. Era
também centroavante,
atacante, volante,
defensor, lateral...
jogava em qualquer
posição que não
a de goleiro. Foi
dessa forma que,
treinado por Rinus
Michels, levou o
Ajax ao tri-campeonato
Europeu (1971, 72
e 73). Junto com
Michels, montou
o Carrossel Holandês,
e levou a Holanda,
apelidada Laranja
Mecânica, à final
da Copa do Mundo
de 1974. Foi o craque
incontestável daquela
Copa. Massacrou
o Uruguai, a Argentina
(marcando dois gols),
a Seleção Brasileira
(marcando um) e
chegou à final contra
a Alemanha onde,
com um minuto de
jogo, sofreu um
pênalti. Neeskens
cobrou e os holandeses
tomaram à frente.
Mas algo deu errado.
A Alemanha virou
o jogo com Breitner
e Müller. E Beckenbauer
estava lá atrás
para segurar o Carrossel
Holandês. Foi a
única Copa do Mundo
do camisa #14 da
Holanda, que não
jogou em 1978 em
protesto à ditadura
vigente na Argentina.
Cruyff foi três
vezes Bola de Ouro
e está na Seleção
do Século da FIFA.
Nesse caso, pergunto...
quem precisa de
Copa do Mundo?
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