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11 - Charlie
Sheringham - Centroavante
- Inglaterra Esse
menino ainda é jovem,
muito jovem. Apenas
20 anos. Mas já
dá os traços de
quem vai fracassar
e jamais será como
seu pai, o grande
Teddy Sheringham.
Charlie transitou
entre equipes juvenis
de clubes médios
e minúsculos do
futebol inglês:
Millwall, Tottenham
Hotspur, Ipswich
Town. Chegou a se
profissionalizar
por um time que
transita entre as
duas divisões principais
da Ilha, o Crystal
Palace. Mas jamais
atuou em uma partida
pelo clube. Ao invés
disso, foi emprestado
ao Crystal Palace
Baltimore, filial
estadunidense do
clube inglês. Quando
voltou, o Crystal
Palace matriz, que
atualmente disputa
O Campeonato, segunda
divisão Inglesa,
não sabia o que
fazer com esse abacaxi
e o mandou para
o Cambridge City,
clube da Conferência
Sul, segunda divisão
da Conferência de
Futebol, liga que
está abaixo de todas
as divisões da Football
Association, e por
isso mesmo é chamada
de "não-Liga".
Sente aí o potencial
do garoto! Há quem
diga que, em sua
passagem pelos EUA,
impressionou olheiros
do Los Angeles Galaxy.
Só se foi APENAS
pelo nome SHERINGHAM
nas suas costas...
10
- Daniele Conti
- Meio-campo - Itália Não
é fácil ser filho
de um craque como
Bruno Conti, um
dos responsáveis
por aquele título
sensacional da Itália
em 1982. Principalmente
quando você é natural
justamente desse
país, com imprensa
capciosa e torcedores
loucos. Também não
é fácil ser escalado
para o time onde
seu pai foi ídolo.
Novamente, num país
como a Itália isso
significa, automaticamente,
ter de aturar pressões
piores que as que
conhecemos aos "filhos
de peixe" aqui
no Brasil. Em três
temporadas pela
Roma, onde Bruno
foi herói, Daniele
só disputou cinco
partidas e, mesmo
assim, chegou a
marcar um gol. Obviamente,
o rapaz não tinha
futebol para jogar
na capital italiana,
e logo foi negociado
com o Cagliari onde,
atualmente, é capitão.
Mas quando você
está há mais de
200 jogos num time
pequeno e não consegue
retornar a um clube
médio-grande, ou
mesmo a um grande,
significa que você
não é tão bom assim.
Nem é culpa do Daniele.
A culpa é do seu
pai que era bom
demais.
9
- Mikel Alonso -
Meio-campo - Espanha Miguel
Ángel Alonso foi
um jogador espanhol
com alguma regularidade.
Tanto que chegou
a disputar a Copa
do Mundo de 1982
pela Seleção Espanhola,
anfitriã do torneio.
Basco, teve passagens
pela Real Sociedad
e pelo Barcelona.
Teve dois filhos.
Um deles é xodó
do Liverpool FC
e um dos responsáveis
pelo revival de
um dos maiores clubes
do mundo: Xabi Alonso.
Miguel deve ter
muito orgulho dele.
Muito mais que de
seu outro filho:
Mikel Alonso. Como
o pai e o irmão,
o Alonso menos talentoso
da família joga
no meio-campo. Começou
na Real Sociedad
B e evoluiu para
o Real Sociedad.
Mas era tão fraco,
tão mais fraco que
seu pai, que não
poderia ficar muito
tempo em San Sebastián.
Logo foi emprestado
ao fraquíssimo Numancia,
que não tardou a
perceber que era
um investimento
furado. Então, rumou
para fazer sucesso
no mesmo país que
o irmão, a Inglaterra.
E enquanto o irmão
joga no poderoso
Liverpool e avança
em Ligas dos Campeões,
Mikel segue firme
e forte no Bolton
Wanderers, conseguindo
firmar contrato
no clube depois
de encerrado o empréstimo.
Mas que beleza...
8
- Pat Jennings Jr.
- Goleiro - Irlanda
do Norte Pat
Jennings foi o maior
goleiro da história
da Irlanda do Norte,
e o jogador que
mais atuou pela
Seleção de seu país.
Certamente, Juninho
JAMAIS atuará. Bem
que Pat Jennings
Jr. tentou começar
sua carreira no
juvenil do Tottenham
Hotspur. Mas só
foi se profissionalizar
pelo University
College Dublin Association
Football Club, o
"famoso"
UCD. Ora... se um
cara não consegue
se profissionalizar
pelo TOTTENHAM,
o que vamos esperar
do cidadão? Do UCD
passou para o Derry
City, um dos mais
famosos clubes irlandeses
- o que não quer
dizer nada, lógico.
Atualmente, Jennings
Jr. está emprestado
ao Sligo Rovers,
também da primeira
divisão irlandesa.
Boto minha mão no
fogo como esse cidadão
não só NUNCA vai
sair daí como, logo
mais, estará em
divisões mais abaixas
do país.
7
- Darren Ferguson
- Meio-campo/técnico
- Escócia Por
ser filho de Sir
Alex Ferguson, a
rainha da Inglaterra
sempre que Elizabeth
II precisa se ausentar,
Darren teve suas
oportunidades no
Manchester United.
Como todo jogador
que não convence,
sua trajetória foi
decrescente e algumas
temporadas depois
estava no Wolverhampton
Wanderers. Ora,
pelo menos ainda
é clube de primeira
divisão! Difícil
é ser emprestado
ao Sparta Rotterdam
e, quando voltar
ao futebol inglês,
jogar pelo Wrexham,
da primeira divisão...
da Conferência de
Futebol, a já citada
"não-Liga".
Pelo menos evoluiu
um pouco e hoje
atua como jogador
e técnico do Peterborough
United, da Liga
Dois - quarta divisão
da Premier League.
Treinador? Ih, já
está seguindo os
OUTROS passos do
papai Alex... esperem
só fazermos o Topetudo
"Papai quero
treinar"!
6
- Sam Shilton -
Zagueiro - Inglaterra Filho
do goleirão Peter
Shilton, aquele
do gol de mão de
Maradona, Sam deve
ter escolhido posição
na linha com trauma
do tento levado
pelo papai. Sua
carreira começou
no juvenil e no
profissional do
fraco Plymouth Argyle
Football Club, que
disputa O Campeonato,
segunda divisão
do Campeonato Inglês
logo abaixo da Premier
League. Jogou apenas
três partidas pelo
Plymouth Argyle
e transferiu-se
para o Coventry
City, o clube mais
importante que chegou
a defender. Jogou
pouquíssimo também
- seis partidas
em quatro temporadas
de clube. A partir
daí, passou a ter
uma carreira mais
constante: 54 jogos
pelo Hartlepool
United da Liga Um
(terceira divisão)
e 79 pelo Kidderminster
Harriers, da primeira
divisão... da Conferência
de Futebol, aquela
da "não-Liga"
Conferência de Futebol
que citei acima.
Seu próximo passo
foi para o Burton
Albion, também da
Conferência Nacional
(nome da primeira
divisão da Conferência
de Futebol). Sua
carreira seguiu
evoluindo para baixo
depois que passou
pelo Hinckley United,
da Conferência Norte,
a segunda divisão
da Conferência de
Futebol. Atualmente
joga pelo Kettering
Town, da mesma divisão.
E havia quem achava
que seu pai é quem
era digno de pena
por ter levado gol
de mão...
5
- Stefan Beckenbauer
- Meio-campo - Alemanha Naturalmente,
como a maioria dos
jogadores aqui citados,
Stefan começou sua
carreira seguindo
os passos do papai
Franz: no Bayern
de Munique. Inteligentemente,
não escolheu a zaga,
evitando um pouco
comparações. Nem
por isso teve uma
carreira menos patética.
O passo natural,
depois de jogar
no juvenil do Bayern,
é jogar no profissional
do Bayern, certo?
Stefan conseguiu.
Jogou no profissional
do Bayern... II,
o equivalente a
um time B do clube
bávaro. Daí passou
a transitar pelo
Munique 1860, Kickers
Offenbach e 1. FC
Saarbrücken, passando
no máximo dois anos
em cada clube e
intercalando sempre
com temporadas pelo
Bayern de Munique
II. Em 1997, aos
29 anos, deve ter
tomado consciência
que sua carreira
era um equívoco
completo e abandonou
a vida de atleta.
Mas continuou a
seguir os passos
do pai e, após a
carreira como jogador,
tentou firmar-se
na comissão técnica.
O que faz hoje em
dia? É treinador
assistente. Do Bayern
de Munique II! Bem,
tudo indica que,
se continuar a seguir
o caminho deixado
por papai Franz,
Stefan Beckenbauer
vai chegar a presidente
do Bayern de Munique
II e certamente
presidirá o Comitê
Organizador da primeira
Copa do Mundo de
Seleções B.
4
- Jordi Cruyff -
Meio-campo - Holanda/Catalunha Paga
o pato por ter sido
filho de um dos
cinco maiores jogadores
da história do esporte.
Jordi não é de todo
ruim. Também não
é de todo bom. Impulsionado
pelo pai, começou
a carreira com apenas
sete anos nas categorias
de base do Ajax,
assim como Johan.
Jogou também nas
categorias de base
do Barcelona e,
profissionalmente,
começou pelo Time
B do clube catalão.
Jogou no time principal
também, passou pelo
Manchester United,
Celta de Vigo, Deportivo
Alavés, Espanyol
e atualmente, aos
34 anos de idade,
atua pelo Metalurh
Donetsk da Ucrânia.
Nesse meio-tempo,
chegou a jogar algumas
(poucas) partidas
pela Seleção Catalã
e pela Seleção da
Holanda - como a
Catalunha não é
um país oficial,
sua Seleção também
não é, portanto
não impede que um
jogador que defendê-la
atue por outra equipe
nacional. Talvez
o problema de Jordi
tenha sido sempre
ter se colocado
à sombra de seu
pai. As comparações
são inevitáveis,
mas quando um jogador
procura trilhar
sua carreira, elas
acabam sumindo.
Foi o caso de Maldini,
de Ademir. Jordi
pareceu sempre querer
essa comparação.
Usar o número #14
do pai, por exemplo,
não ajuda. Tudo
bem que Maldini
use o #3 como Cesare,
mas o #14 é um número
mais incomum que
tornou-se marca
registrada de Johan.
Não é um problema
que Jordi queira
usá-lo. Mas, no
seu caso, isso torna-se
só mais um adereço
de quem sempre quis
estar à sombra do
pai. Isso culminou
com a ausência de
personalidade por
parte do jogador
e atrofiamento de
sua carreira - que,
por sua habilidade,
já não era promissora.
Jordi era um jogador
normal. Mas o peso
do nome (e do número)
às suas costas derrubou
ainda mais seu nível.
3
- Júnior e Thiago
Sá - Meio-campo
- Brasil O
primeiro é filho
de Zico. Tentou,
se esforçou para
jogar futebol. Não
deu certo. O segundo...
é filho de Zico.
Tenta, se esforça
para jogar futebol.
Não está dando certo.
Júnior, diversas
vezes referido como
Júnior Coimbra,
tentou começar sua
carreira relativamente
tarde - aos 17 anos
- no Guarani, de
Campinas, que disse
ser seu clube do
coração. Luiz Roberto
Zini, presidente
do clube e amigo
de Zico, bancou
a contratação do
menino. Nem precisa
dizer que não deu
certo... então vamos
a Thiago Sá - que
evitou usar o sobrenome
Coimbra justamente
para distanciar
um pouco pressões
e comparações. Começou
carreira no Coritiba
e teve sua chance
no Flamengo, o que
é no mínimo arriscado.
Depois passou a
ser chamado Thiago
Coimbra e foi tentar
a sorte no Portimonense,
da Liga Vitalis
(ou Liga de Honra,
a segunda divisão
portuguesa). Não
deu certo. Voltou
e jogou o Campeonato
Estadual do Rio
pelo Madureira.
Alguém quer arriscar
até quando vai durar
a carreira de Thiago,
que já está com
24 anor? Com a crueldade
da herança que carregam,
Júnior e Thiago
Sá jogaram pouquíssimo,
tanto em quantidade
quanto em qualidade.
Pagaram mico maior
que Bruno Coimbra,
que foi vocalista
da banda de pagode
Só No Sapatinho.
2
- Edinho - Goleiro
- Brasil Dispensa
apresentações, certo?
Então vamos ao que
interessa: Hahahahahahahahahahaha!
Edson Cholbi do
Nascimento escolheu
justamente a profissão
mais massacrada
pelo papai Edson:
a de goleiro. Sua
estréia profissional
foi no gol... de
quem? De quem? Santos
Futebol clube! De
cara, pegou o Corinthians
de Viola, inspiradíssimo
em 1994, e tomou
uma goleada de 4x0
- com o gozador
atacante corintiano
comemorando todo
gol com um salto
e um soquinho no
ar. Passou quatro
anos no Peixe, decidindo
o Campeonato Brasileiro
de 1995 e ganhando
apenas um Rio-São
Paulo, na época
que era um mero
torneio de pré-temporada.
Irregular, Edinho
alternava boas atuações
com frangos históricos
e estendeu sua carreira
até 1998, quando
defendeu a Ponte
Preta. Bom... depois
das piadinhas, agora
é hora de falar
sério. Em 6 de junho
de 2005 obteve sua
maior derrota: foi
preso por ligações
com o tráfico de
drogas. Na ocasião
declarou ser viciado.
Edinho, que já havia
tido problemas judiciais
com acusação de
homicídio culposo
por um acidente
automobilístico
decorrente de um
racha na década
de 90, não era mais
réu primário e foi
preso. Chegou a
cumprir pena, sendo
solto algum tempo
depois. Atualmente,
é treinador de goleiros
do Santos, onde
certamente pode
conseguir recuperação
para qualquer problemas
envolvendo drogas
que tenha tido.
Essa é uma das melhores
propriedades do
esporte.
1
- Diego Sinagra
- Atacante/meio-campo
- Itália Estranhou
o sobrenome? OK,
a gente facilita.
Este rapaz talvez
seja mais conhecido
como Diego Maradona
Júnior. Ah... agora
ficou mais fácil,
né? Como nunca foi
reconhecido pelo
pai, o rapaz preferiu
abdicar de sua herança
etimológica e utilizar
o sobrenome de sua
mãe, Cristina Sinagra.
Voltando à vaca
fria, Diego foi
fruto de um caso
de Maradona com
Cristina Sinagra
em Nápoles, durante
a passagem do jogador
pela cidade, quando
defendia o clube
local. Como o filho
bastardo abalou
as estruturas do
seu casamento, Maradona
sempre declarou
coisas como "Tenho
apenas duas filhas,
o outro foi um erro",
e nunca forneceu
nenhuma assistência
ao filho, fora a
pensão que obviamente
foi obrigado a pagar.
Tanto que só veio
encontrá-lo em 2004,
quando estava jogando
golfe em Roma e,
de repente, o garoto
apareceu - e a princípio,
Maradona fugiu,
só depois retornando
para encontrá-lo.
Mas isso não vem
ao caso... Aproveitando-se
de sua herança,
Diego Jr. sempre
tentou jogar futebol.
Ganhou oportunidades
no juvenil do Nápoli,
do Genoa e até mesmo
em Seleções Italianas
de base. Nunca deu
certo. Mas insistiu.
E lá vamos nós para
a carreira profissional
do menino, que passou
pelo Cervia Vodafone,
Internapoli, Quarto
e atualmente compõe
o elenco do Venafro,
clube da Série D
italiana. Recentemente,
foi convidado para
a Seleção Italiana
de futebol de areia.
Definitivamente,
Diego... papai não
gostou. Não gosta.
E não gostará. NUNCA!
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