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11 - Andreas
Brehme - Lateral-esquerdo
- Alemanha Brehme
cobrou o polêmico
pênalti marcado
a favor da Alemanha
nos minutos finais
da decisão da Copa
de 1990, contra
a Argentina. Na
verdade o lateral
esteve em campo
quatro anos antes,
contra a mesma Argentina,
na final da Copa
de 1986. Naquela
ocasião, Brehme
e a Alemanha foram
derrotados por 3x2.
Cobrando o pênalti
e marcando para
a Alemanha na controversa
final de 90, Brehme
deu o título ao
seu país. Um lateral
pouco comentado
que resume com precisão
o estilo de jogo
alemão, especialmente
para o Século XX.
Foi importante também
na Copa de 1994,
quando a Alemanha
fez uma campanha
apenas regular,
eliminada nas quartas-de-final
pela surpreendente
Bulgária. Talvez
seja o nome mais
"fraco"
deste time, mas
tem vaga aqui por
ter sido o de maior
destaque no período.
10
- Rudolf Krol -
Zagueiro - Holanda Injustamente,
Rudi Krol certamente
é o nome mais desconhecido
da lista. Este belo
zagueiro levou a
Holanda duas vezes
à decisão de uma
Copa do Mundo. Em
1974, no ano do
"Carrossel
Holandês",
Krol chegou a marcar
um golaço de fora
da área, contra
a Argentina. Foi
um ótimo marcador
e ajudou a Laranja
Mecânica a eliminar
o Brasil, um dos
favoritos ao título,
onde deu assistência
que resultou em
gol de gol de Cruyff
- ironicamente,
o zagueiro viria
a marcar também
um gol contra naquele
mundial, na vitória
por 4x1 sobre Bulgária.
Em 1978, na ausência
de Cruyff, Krol
assumiu a função
de capitão da equipe.
No total, Krol defendeu
a Holanda em 83
jogos, de 1969 a
1983. O futebol
holandês nunca foi
uma grande unanimidade
em seus zagueiros,
sempre sendo mais
potente no ataque
e meio-campo. Krol
serve de exemplo
para um país que
precisa de zagueiros
para voltar a praticar
o futebol perfeito
de 1974.
9
- Gerd Müller -
Centroavante - Alemanha Pode
comparar: Jürgen
Klinsmann, Oliver
Bierhoff ou Kevin
Kuranyi. Atacantes
alemães não costumam
ser muito habilidosos
- com exceção, claro,
de Rumenigge. Mas
Müller compensava
a falta de habilidade
com sua capacidade
de marcar gols.
Em 1970, foram dez.
Em 1974, quatro.
Seus 14 gols o fizeram
recordista na história
das Copas do Mundo
até que Ronaldo
batesse a marca
em 2006. Entra no
time porque, no
futebol mundial,
ninguém foi mais
matador no Século
XX. Foram os gols
de Müller que contribuíram
para as excelentes
campanhas alemãs
em 1970 e 1974 -
onde marcou o gol
do título. Finalizou
sua história em
Copas do Mundo com
14 gols em 13 jogos.
Diferente dos nomes
citados, Müller
era baixinho...
e mesmo com essa
desvantagem, foi
muito mais atacante
que todos.
8
- Paul Breitner
- Lateral-direito
- Alemanha Outro
alemão! OK, se os
alemães ganharam
três títulos surpreendentes
no século... Breitner
foi uma espécie
de inspiração ao
estilo de Brehme,
que abre esse topetudo.
Era um lateral ofensivo,
que constantemente
subia ao ataque
e possuía um chute
potentíssimo. Assim
como Brehme, cobrou
um pênalti em final
de Copa do Mundo
- este em 1974,
contra os Holandeses,
onde a Alemanha
também foi campeã.
E assim como Brehme,
Breitner levou seu
país a duas finais
de Mundial: o outro
foi em 1982, quando
perdeu para a Itália,
mas também deixou
sua marca. Mas antes
disso tudo, em 1972,
esteve em campo
com a seleção que
venceu o Euro 72.
Dos nomes citados
até aqui, é sem
dúvida o mais talentoso.
Poderia ter tido
mais sucesso internacional,
não fosse um "craque-problema",
o que muitas vezes
o deixou de fora
da seleção - como
no Euro 80, por
exemplo...
7
- Gordon Banks -
Goleiro - Inglaterra Fiquei
em dúvida entre
ele e Dino Zoff,
ambos campeões mundiais.
O feito de Zoff,
de ser capitão e
campeão aos 40 anos
de idade, foi mais
notável. Mas debaixo
dos paus, Banks,
que fez a chamada
"maior defesa
de todos os tempos",
numa cabeçada de
Pelé na Copa de
70, foi mais goleiro.
Então, merecidamente,
fica com a vaga
na posição da Segunda
Seleção do Século.
Como todo bom goleiro,
Banks inspirava
segurança aos seus
zagueiros e cometia
poucas falhas -
qualidade que Oliver
Kahn, Gianluigi
Buffon ou Dida,
grandes goleiros
do Século XXI, nunca
tiveram. Para muitos,
a eliminação inglesa
na Copa de 1970
só aconteceu por
Banks estar de fora
nas quartas-de-final.
De qualquer forma,
eis um goleiro que
foi simplesmente
fora de série, coisa
que é muito rara
em termos de Inglaterra
- Peter Shilton
que o diga. Jogou
menos Copas do Mundo
que Yashin, portanto
acabou destacando-se
menos. Mas não foi,
de forma alguma,
inferior.
6
- Rivelino - Meio-campo
- Brasil Um
protótipo de jogador
completo, Roberto
Rivellino, grafado
pela imprensa brasileira
apenas como Rivelido,
com um L, fez a
diferença na Copa
de 1970, onde o
maior destaque acabou
indo para Pelé.
Mas em 1974 e em
1978, nas Copas
seguintes, Rivelino
estava lá, com a
camisa 10 que lhe
cabia. Era veloz,
habilidoso na hora
de driblar, tinha
um chute forte,
mas sabia colocar
bem a bola na hora
de cobrar uma falta...
e também cabeceava.
Estava tudo lá,
do jeito que um
grande atacante
tem que ser. Tanto
que serviu de inspiração
sabe pra quem? Diego
Maradona, segundo
palavras do próprio.
Como é de praxe
para todo craque,
a perna esquerda
de Rivelino era
simplesmente mortal.
Para enfrentar um
time cheio de canhotos
bons, que é a Seleção
do Século XX, nada
melhor que um homem
com as mesmas características
no time de cá.
5
- Franco Baresi
- Zagueiro - Itália Um
dos melhores zagueiros
de seu tempo e de
todos os tempos,
com a versatilidade
de atuar também
como lateral, como
todo grande defensor
italiano tem que
ser. Baresi esteve
no elenco campeão
de 1982, mas não
chegou a entrar
em campo. Ficou
de fora da Copa
de 1986, mas em
1990 estava de volta
à seleção, jogando
a Copa do Mundo
em casa e atuando
muito bem numa campanha
de destaque dos
italianos. O mais
impressionante acabou
sendo a Copa de
1994, quando machucou-se
na segunda partida
da equipe, contra
a Noruega, mas operou
o menisco e retornou
a tempo de jogar
a decisão contra
o Brasil. Em campo,
anulou completamente
Romário, a estrela
daquele Mundial.
Vencido pelas cãimbras,
perdeu o primeiro
pênalti da Itália
nas cobranças, o
que acabaria sendo
fatal para seu país,
somado aos erros
de Daniele Massaro
e de Roberto Baggio.
Mas de forma alguma
esse erro mancha
seu currículo, ou
seu posto de melhor
zagueiro de seu
tempo, e inspiração
óbvia para Paolo
Maldini e Fabio
Cannavarro.
4
- Ferenc Puskás
- Atacante - Hungria Já
ganhou espaço num
dos nossos tops,
"Maiores que
a Copa", onde
foi vice-campeão.
Astro de uma geração
húngara que ficou
com o vice-campeonato
em 1954, Puskás
marcou 589 gols
em 529 jogos, sendo
83 tentos em 84
partidas pela seleção.
Acabou sendo o ídolo
maior daquele time
que ganhou o apelido
de Time de Ouro
e de Mágicos Magiares,
de feitos já ditos
aqui como impor
a primeira derrota
da Inglaterra em
Wembley e levar
a medalha de ouro
nos Jogos Olímpicos
de 1952. Craque
também no Real Madrid,
Puskás era rápido
e mortal, mesmo
sendo um jogador
baixinho e sempre
acima do peso. Sem
dúvida, sua história
teria sido mais
marcante caso os
húngaros tivessem
vencido a Copa de
1954 - o que daria
origem ao futebol
moderno, que acabou
sendo criado apenas
em 1958 com a seleção
brasileira e seria
reinventado em 1970
com mais uma seleção
brasileira. Mas
seu talento em campo
foi inegável, e
seu reconhecimento
e fama fora dele
fizeram de Puskas
o primeiro grande
craque da história
do futebol moderno.
Ainda assim, nem
era o melhor da
Seleção Húngara...
3
- Sandor Kocsis
- Meio-campo - Hungria O
jogador croata mais
famoso e que teve
mais reconhecimento
foi Davor Suker.
Mas o melhor, inegavelmente,
era Zvonimir Boban.
O mesmo fenômeno
se repetiu com a
Hungria: o craque
que ganhou toda
fama foi Puskas.
Mas o melhor, o
mais cerebral, sem
dúvida foi Sandor
Kocsis. Independentemente
de sua posição,
Kocsis era um exímio
goleador: na Copa
de 1954 foram 11
gols em cinco jogos
- média de 2,2 gol
por partida, que
o coloca à frente
de Just Fontaine,
que em 1958 marcou
13 vezes em seis
jogos e obteve média
de 2,16. Deixou
a Seleção Húngara
em 1956, assim como
Puskas. Seu número
de gols no entanto
foi mais surpreendente
que o do colega
mais famosos: em
68 compromissos
com a seleção, Kocsis
marcou 75 vezes.
Em 1952 e 1954,
anos em que foi
artilheiro da Liga
Húngara, o meia
também foi o maior
artilheiro europeu
na temporada. Para
dar mais características
de um grande craque,
Kocsis era o típico
meia que jogava
de "cabeça
em pé", dava
dribles mortais,
tinha um chute certeiro
e também era grande
cabeceador. A linhagem
de artilheiros como
Kocsis passou por
Just Fontaine, Pelé
e Müller. Hoje em
dia, quando um goleador
faz tanta falta,
não se tem mais
jogador com tamanha
precisão.
2
- Marco van Basten
- Atacante - Holanda Conquistou
para seu país algo
que nem Cruyff conseguiu:
um título de expressão,
o Euro de 1988,
onde marcou um antológico
gol de voleio. Mas
ao contrário daquele
que é o único jogador
holandês a superá-lo,
van Basten não conseguiu
brilhar numa Copa
do Mundo. Nem faz
tanta diferença
assim, no final
das contas. Foi
líder de uma geração
que tinha Ruud Gullit,
Ronald Koeman e
Frank Rijkaard e
ídolo máximo no
Ajax Amsterdã e
no Milan. Também
era um grande goleador
- pelo Milan foram
90 gols em 147 jogos,
pelo Ajax 128 gols
em 133 jogos, isso
numa época onde
joga-se um futebol
moderno e é simplesmente
impensável chegar-se
próximo a média
de um gol por partida,
coisa que van Basten
fez dos 18 aos 23
anos, mostrando
que aquele menino
seria, sem dúvida,
um fenômeno do futebol.
Encerrou a carreira
cedo, com apenas
29 anos - idade
em que muitos jogadores
chegam ao seu auge.
Sua aposentadoria
foi motivada por
contusões que não
o deixavam continuar
em campo. Ciente
de suas limitações
físicas, van Basten
preferiu encerrar
uma carreira vitoriosa
sem manchá-la a
seguir se arrastando
nos gramados, coisa
que deveria servir
de exemplo a Ronaldo.
Van Basten, que
ao lado de Platini
e Cruyff é o único
a ganhar três vezes
o prêmio de Jogador
Europeu do Ano,
preferiu ser lembrado
apenas como um craque
com uma visão de
jogo excelente,
que se posicionava
muito bem e marcava
gols como poucos.
Sem dúvida, um gênio.
1
- George Best -
Meio-campo - Irlanda
do Norte Se
o segundo colocado
da lista nunca brilhou
numa Copa do Mundo,
o primeiro sequer
chegou a jogar uma.
George Best jogador
versátil que jogava
tanto como atacante
(ponta) como meio-campo,
forma como foi escalado
neste Segundo Time
do Século XX. E
é o outro jogador
desta lista a já
ter aparecido num
Top 11 antes, sendo
o campeão do "Maiores
que o Mundo".
Repetirei, portanto,
algo que não canso
de escrever e que
o farei sempre que
necessário: listar
as qualidades de
Best. Este singular
jogador britânico,
o maior de todos
os tempos na Ilha,
pode se qualificar
entre os cinco maiores
jogadores de todos
os tempos, numa
lista que inclui
Pelé, Maradona,
Cruyff e Puskas.
Em algumas características,
Best poderia superar
mesmo estes quatro.
Na velocidade, por
exemplo. No posicionamento,
no desarme de jogadas,
no controle e manutenção
de posse de bola...
Best era um jogador
que se mantinha
sempre em projeção
ao gol. Avançar
à meta com velocidade
era prioridade de
um jogador que seria
muito mais reconhecido
caso não jogasse
por uma seleção
ingrata como a norte-irlandesa
- uma vez que, nos
anos 60 e 70, era
mais importante
brilhar por uma
seleção que por
clube. Mas seu estilo
inconfundível dentro
de campo, com tronco
levemente arqueado
e sempre protegendo
bem a bola, de modo
que desarmá-lo era
quase impossível,
o colocou num patamar
maior que qualquer
seleção mundial.
Some isso ao seu
gosto pela vida
boêmia de mulheres,
álcool, carros...
e pronto: temos
em Best o primeiro
craque do futebol
moderno, numa linhagem
que influenciaria
muita gente... este
é o craque desta
seleção.
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