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UNIFORME
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POR
THIAGO
LEAL |
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As
novas
roupas
do
Rei 30/01
A
primeira
vista,
um
time
de
roxo
e
outro
de
branco
e
vermelho
pode
causar
a
impressão
de
que
trata-se
de
uma
partida
entre
Fiorentina
e
Stutgart
pela
Copa
da
UEFA.
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Mas
basta
deslocarmos
esse
confronto
para
o
Nordeste
do
Brasil,
e
teremos
um
duelo
entre...
Ceará
e
Fortaleza?
Um,
tradicionalmente,
é
preto
e
branco.
Outro
tricolor,
com
as
cores
vermelho,
branco
e
azul.
E
são
grandes
rivais,
tanto
quanto
Grêmio
e
Internacional,
Cruzeiro
e
Atlético
Mineiro
ou
Ponte
Preta
e
Guarani.
Tanto
que
o
clássico
também
tem
nome,
chamado
Clássico-Rei.
Então
por
que
ambos
jogaram
com
essas
cores
estranhas
neste
domingo?
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Trata-se
de
uma
homenagem
a
tempos
remotos.
Ao
olhar
para
o
Clássico-Rei
desta
semana,
o
torcedor
não
devia
ver
Ceará
e
Fortaleza
se
enfrentando,
mas
sim
Rio
Branco
Foot-Ball
Club
e
o
Stella
Foot-Ball
Club,
clubes
fundados
na
década
de
1910,
que
dariam
origem
posteriormente
a
Ceará
e
Fortaleza,
respectivamente.
O
Rio
Branco
tinha
a
cor
lilás
enquanto
o
Stella,
de
camisas
brancas
e
calções
vermelhos
fazia
referência
ao
colégio
suíço
onde
estudavam
os
filhos
da
alta
sociedade.
O
Rio
Branco
mudaria
de
nome
para
Ceará
Sporting
Club
e
adotaria
as
cores
preto
e
branco
pela
dificuldade
de
se
encontrar
tecidos
lilás
na
época,
enquanto
o
Stella
se
fundiria
ao
Fortaleza
Sporting
Club,
que
tinha
as
cores
azul,
vermelho
em
branco
em
referência
à
bandeira
francesa,
dando
origem
ao
atual
Fortaleza
Esporte
Clube.
A
iniciativa
de
fazer
uma
ode
às
equipes
matrizes
foi
louvável
por
parte
de
Ceará
e
Fortaleza.
Bem
mais
louvável
que
um
clássico
mediano,
encerrado
em
1x1
com
gol
nos
minutos
finais,
dando
um
toque
de
emoção
à
modorrenta
partida.
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