UNIFORME - POR THIAGO LEAL

Camisa molhada - de suor e lágrimas
18/02

Na foto, Sir Ryan Giggs. Mas bem que poderia ser um outro Cavalheiro da Ordem Britânica: Sir Bobby Charlton. Nem só a classe e a indentificação dos dois para com o Manchester United se assemelha.

No último dia 9, seus uniformes também estavam iguais, para o clássico contra o rival Manchester City, para o famoso Dérbi de Manchester. Isso porque a Nike e o Manchester United promoveram uma homenagem em memória da Tragédia de Munique, acidente aéreo ocorrido em 6 de fevereiro de 1958, que matou oito jogadores do clube inglês entre 23 vítimas. Sir Bobby Charlton foi um dos poucos sobreviventes do acidente e estava nas arquibancadas.

A réplica é extremamente fiel à camisa utilizada na época do acidente. Toda vermelha, apenas com a grossa gola branca, o uniforme também não apresenta marca de patrocinador, fornecedor esportivo ou mesmo o símbolo do clube, que não era usado na época. Os calções, meiões e até mesmo o tecido também mantiveram o registro original. E o mais interessante: ao invés de entrarem em campo com sua numeração fixa tradicional, os jogadores vestiam camisas de 1 a 11, como era o costume, com cada algarismo representando a posição do atleta. Já o Manchester City não teve camisas retrôs, utilizou uniformes sem patrocinador.

Em respeito à família das vítimas e em memória a um acontecimento tão trágico, os uniformes comemorativos não serão comercializados. Uma pena, porque são muito bonitos e emulam uma época onde o futebol era muito mais um esporte que um negócio. A ausência de uma marca pagadora na camisa só comprova isso.