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Não
é
difícil
reconhecer.
Basta
olhar
para
foto
e
você
facilmente
identifica:
é
o
Flamengo.
Não
porque
é
o
Obina
na
foto
-
afinal,
o
Flamengo
é
o
único
clube
que
daria
emprego
ao
Obina.
Fosse
outro
jogador,
a
foto
seria
igualmente
reconhecível.
O
fato
é
que,
no
Brasil,
vermelho
e
preto
é
sinônimo
de
Flamengo.
O
clube
tem
tradição
em
uniforme
três,
embora
pouca
gente
perceba.
Geralmente
o
Flamengo
tem,
a
cada
ano,
duas
camisas
rubro-negras
diferentes.
Uma
vermelha
com
listras
pretas
e
outra
preta
com
listras
vermelhas
-
você
percebe
pela
lateral,
que
costuma
ser
da
cor
predominante.
O
uniforme
reserva
é
tradicional
no
clube:
branco.
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Mas
vez
por
outra,
o
Flamengo
inova
sua
camisa
alternativa.
Em
1995,
no
seu
centenário,
usou
um
modelo
parecidíssimo
com
esse.
A
diferença
é
que
a
camisa
atual
traz
uma
divisão
por
igual
entre
vermelho
e
preto
na
frente
e
as
costas
inteiramente
rubras.
Há
13
anos,
fornecida
pela
Umbro,
a
camisa
trazia
um
ombro
vermelho
e
outro
preto,
e
abaixo
as
cores
se
invertiam,
formando
uma
espécie
de
"xadrez".
Romário
usou
este
uniforme
com
um
infame
100
nas
costas
em
referência
à
idade
do
clube.
Mas
ambos
tinham
o
mesmo
propósito:
homenagear
o
remo
e
as
origens
da
agremiação.
Já
com
a
Nike,
o
Flamengo
experimentou
em
1999
um
modelo
totalmente
vermelho
e
em
2000
o
inverso,
preto.
Ironicamente,
o
Flamengo
jamais
venceu
uma
partida
sequer
com
seus
uniformes
alternativos.
Eu
que
não
sou
besta
de
acreditar
em
superstição
não
vejo
nada
demais
nisso.
Mas
tem
gente
por
aí
que
torce
o
nariz
para
a
nova
camisa
por
causa
desse
tipo
de
coisa
-
fala
sério.
Também
ironicamente,
a
Nike
prepara
essa
nova
camisa
para
o
Flamengo
justamente
quando
as
relações
com
o
clube
estão
estremecidas
e
há
quem
fale
em
quebra
de
contrato
-
que
vai
até
2009.
De
qualquer
forma,
diferente
de
um
Corinthians
roxo
ou
um
Palmeiras
verde-limão,
o
Flamengo
vem
com
suas
cores
originais
e
traz
no
corpo
a
tradição
e
a
memória
do
passado
do
clube.
E
mesmo
assim,
ainda
há
quem
não
aprove.
Quando
se
inova,
é
desrespeito.
Quando
se
respeita
tradição,
fica
feio.
É
uma
pena:
o
Brasil
não
se
acostuma
a
terceiros
uniformes.
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