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A
adidas
gosta
de
inventar.
Quem
acompanha
o
futebol
europeu
está
acostumado
a
ver
as
inovações
em
termos
de
"uniforme
alternativo"
que
a
empresa
alemã
prepara
para
os
clubes
que
fornece
material.
Vemos
o
Real
Madrid
de
roxo,
o
Benfica
de
cor-de-rosa,
o
Liverpool
de
amarelo,
o
Chelsea
de
verde-limão,
o
Milan
de
cinza
e
o
Bayern
Munique
de
dourado.
O
Brasil
tem
uma
mente
um
pouco
mais
fechada
a
esse
tipo
de
brincadeira.
Se
o
torcedor
do
Manchester
United
aceita
sem
problema
uma
camisa
(da
Nike)
azul
em
seu
time,
que
é
a
cor
do
rival
Manchester
City,
no
Grêmio
de
Futebol
Porto-Alegrense
a
cor
vermelha
não
entra
nem
nas
placas
da
Coca-Cola
do
Olímpico.
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Dessa
forma
fica
difícil
de
fornecedores
como
Nike,
Puma
ou
Reebok
inovar
alguma
coisa.
A
adidas
parece
não
se
intimidar.
Quando
chegou
ao
Fluminense,
pôs
uma
camisa
laranja
para
o
tricolor
-
uma
referência
às
Laranjeiras,
bairro
onde
o
clube
fica
localizado.
Mesmo
assim,
no
clube,
depois
desta
camisa,
a
empresa
ousou
pouco:
sempre
a
camisa
alternativa
do
Fluminense
tem
a
cor
grená,
uma
das
três
típicas
e
tradicionais.
Já
no
Palmeiras,
a
Adidas
pareceu
não
se
intimidar.
Em
sua
primeira
temporada
com
o
clube
foi
em
dois
extremos.
O
primeiro,
devolver
à
gloriosa
camisa
palmeirense
sua
cor
original:
o
belíssimo
verde-esmeralda.
Ao
mesmo
tempo,
inovou
com
um
terceiro
unfirome
todo
prateado.
Houve
quem
gostou,
houve
quem
não
gostou.
Porque,
aqui
no
Brasil,
esse
tipo
de
ocasião
era
bem
específico:
o
Corinthians
jogou
de
prateado
comemorando
os
25
anos
do
título
Paulista
de
77.
O
próprio
Fluminense
teve
a
camisa
cor
de
laranja
para
homenagear
seus
100
anos.
Essa
camisa
prateada
do
Palmeiras
era
só
uma
inovação,
gratuita.
Só
porque
seria
bonito.
Houve
quem
adorou,
houve
quem
reprovou.
Esse
ano
a
Adidas
bancou
polêmica
de
novo.
Pôs
o
time
alviverde
para
jogar
de
verde-limão
(ou
amarelo,
para
alguns).
Um
tom
bem
parecido
com
a
camisa
do
Chelsea.
À
primeira
vista,
o
uniforme,
complementado
pelos
calções
e
meiões
verdes-escuros,
chama
atenção
pelo
tom
forte
da
cor
da
camiseta.
Parece
uma
pilha,
energética.
Parece
até
que
brilha.
A
camisa
está
aí
por
estar.
Não
tem
motivo,
comemoração...
nada.
Luciano
Kleiman,
diretor
de
marketing
da
Adidas,
declarou
apenas
que
a
idéia
era
unir
tradição
(de
qualquer
forma,
a
camisa
é
verde)
e
modernidade
(o
tom
verde-limão).
Muita
gente
gostou.
Muita
gente
criticou.
Houve
quem
não
tenha
gostado
do
fato
do
Palmeiras
usá-la
no
clássico
contra
o
Corinthians,
dizer
que
isso
quebra
(ainda
mais)
tradições.
Mas
foi
justamente
esse
jogo,
que
o
Palmeiras
venceu
por
1x0,
que
começou
a
atribuir
uma
nova
propriedade
à
camisa:
a
de
amuleto.
Os
jogadores,
como
Rodrigão,
dizem
que
ela
tem
dado
sorte,
chamando
atenção
para
que
o
Palmeiras
ainda
não
perdeu
usando
o
uniforme
alternativo.
Amuleto
de
sorte
ou
não,
é
um
belo
uniforme.
E
uma
bela
jogada
de
marketing.
Brasileiro
precisa
aprender
a
conciliar
tradição
e
marketing
e
aprender
que
isso
é
bom
para
as
finanças
do
clube.
Definitivamente,
é
uma
camisa
que
brilha,
e
com
luz
própria.
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